2 de dezembro de 2011

De uma guerra íntima...

Cercada com péssimas lembranças. Sendo bombardeada por pensamentos não muito positivos e uma sensação de que nunca haverão medidas e pesos iguais. Reconheço a distância entre o que estou pensando neste momento e o que é certo. A verdade é que o meu conceito de justiça parece demasiada e incoerentemente oscilante. Olho para as minhas próprias mãos sem saber se as abro, para a graça, ou se as fecho, para a vingança. Justiça para mim, é que os ímpios, apóstatas e enganadores tenham a paga do seu 'trabalho'. É um desafio hoje, não pecar, embora que as palavras não são apenas desabafos, mas possuem gotas de rancor,que certamente chegam a Deus com tristeza; Não acreditei na possibilidade de existir em mim tais sentimentos, pensamentos e sensações, mas para minha 'surpresa', a impureza em meu coração veio à tona, o velho homem gritando desesperadamente pra que eu não ouça aquela voz... Para tanto, saber que os que foram (e, certamente ainda são) enganadores e traidores, celebram, com alegria, suas realizações, e prosperam, me causa certa... sede de justiça?!? Não sei ao certo. É como se a dor e o desprezo causados por tais donos do cinismo, fossem simplesmente desconsiderados, ou talvez esquecidos, obviamente nunca pela sua vítima. Parece que esta camuflada sede de justiça é mais uma vontade de vingar tudo o que um dia causou dor e vergonha... O problema, como diria, Rob Bell, é que a vingança não satisfaz, ela é insaciável, incansável, por mais que você, absurdamente, mate, acredite ou não, a sede de vingança, permanecerá. E, Cristo?!... Cristo, no meio desta chama humana, incendiada por pensamentos pecaminosos, se dissolve como vapor, e, repentinamente, desaparece, não porque se retirou, mas porque não encontrou um lugar que o acomodasse... Faz-me lembrar daquela mulher que O continha em seu ventre e, prestes a nascer, não encontrou nenhuma hospedagem, exceto aquela estrebariazinha, nem precisava usar diminutivo, o lugar em si já era simples demais, enfim, todos os lugares estavam ocupados demais para recebê-Lo... É possível que a ira esteja tão bem alojada em meu coração, que não sobrou espaço para CRISTO, nem mesmo uma mangedoura para que Ele se deitasse um pouco... O fim da história? O precioso Espírito de Deus sinalizou em mim esta percepção do erro e, quer saber? Cristo pode ser muito estimado por mim, mas se num momento como este, Ele não encontrar lugar, é questionável a minha fé e amor a Ele. Por esta razão, me ponho de joelhos a orar, para que o meu coração, intenção, sentimentos e percepção sejam uma 'hospedagem' aconchegante para o meu Senhor. Para que, sempre que estes pensamentos pecamisosos vierem à mim, eu lembre que pensar em justiça, é, antes de tudo, pensar na minha própria condenação, por isso, mais uma vez, Pai, perdão... "Aquele a quem pouco é perdoado, pouco ama". Lc.7.47 "Porque Ele vive, posso crer no amanhã".

Num raio de sol

No sol, na manhã Areia do mar Me assentava esperando você Dourado o chão Toda luz em mim Entre o som das ondas A sua voz E no fechar dos o...