Eu sou saudosista, e como a gente hoje não está atrás duma mesa com um monte de moleque rodeando um bolo do Topo Gigio (eu demorei pra achar esse nome escrito certo, viu? ) pra cantar seus parabéns, decidi escrever o que me vinha à mente pensando nos seus 34 anos, na verdade, nos nossos 32 anos, porque todos os meus anos, tiveram a sua companhia...
Ter uma família é ter pra onde olhar; É saber que existe aquele farol aceso enquanto a gente navegar.
Eram quatro ferros em forma de cilindro, pintados de azul, a cor predileta de painho; Lembra? Os menores ficavam pro lado do corredor, os maiores, no alto da garagem. Ali era o meu segundo lugar preferido.
O primeiro é de difícil explicação, porque era em cima duma pedra, e quem entenderia que poderia haver uma pedra enorme na varanda de nossa casa? Só acredita quem viu.
Mas era ali naquela pedra que eu costumava me deitar e procurava um espacinho vazio no céu, que era cheinho de estrelas. Eu passava horas deitada ali, escolhendo minha estrela e admirada com tanta luz. Não sei se você tinha dessas coisas, mas eu tinha.
Quando me dava medo, eu entrava e deitava no chão mesmo, ainda ali na varanda: meu segundo lugar favorito. Colocava então os meus pés lá no alto, no segundo ferro azul, o mais baixo, e continuava a olhar pro céu; e eu daqui a pouco, não estava mais lá... Me pendurava entre um ferro e outro, como num parque e ficava ali até me cansar, meter a bunda no chão de uma queda ou mainha me buscar na lua. (Só em ter escapado de um TCE naqueles ferros, já era vantagem pra gente).
Aquelas estrelas? Nunca mais vi não. Como diria Gonzagão: Não há luar como o do sertão.
Depois de ir pra capital, o céu até ficou mais perto,décimo andar, elevador pra lá e pra cá, mas nunca mais vi aquele luzeiro lá no alto brilhar. Nem se comparava: as estrelas em João Pessoa eram quietinhas, as do sertão disputavam um lugar no céu pra luzir.
Nossos amigos de tão perto, ficaram cada vez mais longe e a vela devagarzinho, pouco a pouco, foi se apagando (não na memória, nem do coração).
Quando menos esperava começara tudo de novo e já tinha um monte de gente que eu chamava de minha. O cenário mudou, a cena, os telespectadores, os protagonistas, tudo havia mudado, menos a nossa família. Restávamos nós, sempre nós cinco.
Estavávamos o tempo todo lá, vendo a mudança do cenário, os fatos verídicos, os fictícios , os casos amorosos, os fétidos e tudo o que se passou, que nem posso descrever, se não mainha mata a gente, no caso, eu e Cynthia.
Eu sinto saudades e lembro-me da gente dizendo: “eca!” quando mainha dizia que no futuro a gente iria casar. A gente nunca queria sair de perto dela, lógico que essa fase não durou até os 15 anos, quando a gente ia pra atrás da porta comemorar que eles iam viajar e a gente ia fazer Tudoooooooooooooooooooo o que queria, que não era nada mais do que ligar o som nas alturas, assistir TV sem limites e levar a galera da igreja pra assistir o VHS de ‘Novo Som’ ao vivo no Imperator - até altas horas - estourando 22:00h - mainha soube demais escravizar nossa mente, a gente jurava que era o máximo de ruindade(depois eu aprendi mais coisas, mas deixa quieto.
Mas você sempre foi o responsável da casa, sempre obediente, aliás, o mais obediente. Mas eu tenho pra mim que você só era ‘o santo’ por minha causa; Eles tinham que ter uma referência e eu era a mais próxima, por sinal, péssima; e, como a gente sabe, eu extrapolei todas as idéias possíveis e imaginárias do que seria uma criança “impestiada”.
Você também foi ruim quando bateu a espumadeira quente, cheia de manteiga na mão de Zefinha – a bichinha - e caboetava quando a gente dançava Xuxa na escola.
Enfim, eu só pensei hoje, no seu aniversário, que ter uma família é saber que naquele brilhinho lá longe há uma direção; é ter a certeza que ele em nenhum momento vai apagar e que sempre haverá um pontinho de luz que nunca estará longe demais.
A gente está ficando velho.
Amo você, mano, Feliz aniversário! ( a bosta da internet caiu e agora é dia 27)
Essa foto a gente tirou em Itaporanga. Me lembro desse armário velho (nojento) de ferro, que eu era doida pra pegar as coisas de mainha, mas fazia um barulho danado,que me denunciava toda vez que eu abria.
Rossana F. Refosco
"Eu tentarei tocar o mundo como Você tocou a minha vida. Eu quero ser Tuas mãos, eu quero ser Teus pés. Eu irei aonde Você me mandar". A.A.
27 de julho de 2017
22 de julho de 2017
Lute por você
“Acordei diferente.
Uma angustia no peito e uma fadiga indescritível.
Eu já estava triste há dias, só pensava em coisas ruins, comecei a interpretar algumas situações com pessimismo, mas não imaginei que fosse chegar a tal ponto.
Estou sem forças, sem aquela ‘coisa’ que faz o coração bater e faz a gente querer viver.
Eu perdi o controle, perdi a emoção, perdi aquele ‘negócio’ que a gente chama de vontade. Percebi a seriedade da situação quando não tinha mais prazer por ir à praia aos sábados, correr aos domingos, fazer piquenique com meus sobrinhos...
Perder o ânimo por essas coisas foi assustador.
É quando a gente perde o sentido de viver e não tem ânimo por nada. As coisas que antes davam prazer, se tornam como um nada, sem significado algum.
Não sei o nome disso, no popular, é desânimo.
Li artigos científicos, sites de Associações Psiquiátricas e, infelizmente me enquadro perfeitamente no diagnóstico de depressão”.
HCH,34 anos.
Anedonia é um dos sintomas da depressão, caracterizado pela perda da capacidade de sentir prazer.
As pessoas experimentam uma desagradável sensação de impotência quando percebem que não sentem mais vontade de realizar as atividades mais prazerosas de suas vidas, gerando um considerável sentimento de tristeza e desânimo para qualquer atividade.
Como lidar com este sintoma, já que este parece sugar todas as nossas forças?
O primeiro, e mais importante passo, é procurar com urgência e, por vezes, contra a sua própria vontade, a ajuda de um profissional qualificado: Um psicólogo.
Neste tópico, irei compartilhar sobre a ANEDONIA e a importância de atentarmos de modo específico para tal sentimento.
Rossana F. Refosco
Uma angustia no peito e uma fadiga indescritível.
Eu já estava triste há dias, só pensava em coisas ruins, comecei a interpretar algumas situações com pessimismo, mas não imaginei que fosse chegar a tal ponto.
Estou sem forças, sem aquela ‘coisa’ que faz o coração bater e faz a gente querer viver.
Eu perdi o controle, perdi a emoção, perdi aquele ‘negócio’ que a gente chama de vontade. Percebi a seriedade da situação quando não tinha mais prazer por ir à praia aos sábados, correr aos domingos, fazer piquenique com meus sobrinhos...
Perder o ânimo por essas coisas foi assustador.
É quando a gente perde o sentido de viver e não tem ânimo por nada. As coisas que antes davam prazer, se tornam como um nada, sem significado algum.
Não sei o nome disso, no popular, é desânimo.
Li artigos científicos, sites de Associações Psiquiátricas e, infelizmente me enquadro perfeitamente no diagnóstico de depressão”.
HCH,34 anos.
Anedonia é um dos sintomas da depressão, caracterizado pela perda da capacidade de sentir prazer.
As pessoas experimentam uma desagradável sensação de impotência quando percebem que não sentem mais vontade de realizar as atividades mais prazerosas de suas vidas, gerando um considerável sentimento de tristeza e desânimo para qualquer atividade.
Como lidar com este sintoma, já que este parece sugar todas as nossas forças?
O primeiro, e mais importante passo, é procurar com urgência e, por vezes, contra a sua própria vontade, a ajuda de um profissional qualificado: Um psicólogo.
Neste tópico, irei compartilhar sobre a ANEDONIA e a importância de atentarmos de modo específico para tal sentimento.
Rossana F. Refosco
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