8 de maio de 2015

Soneto fúnebre

Cessou-se a existência terrena
Entrego-te, ó chão, o corpo
Pó ao pó, cinza à cinza, drena
O espírito, Deus o tenha morto;

Eis calado, o ponto final
Que dá morte à esperança
Axiomática e fatal
Sepultamento da aliança;

Quão grande perda que ao funeral se estende
Pôr sobre o amor a terra do afã
Mas sobre ti, ponho o jasmim

Deitando a força, a verdade sã
Por quem me mata, a lealdade
Porque quem ama, ama até o fim;

Rossana F. Refosco

Imagem: Edvard Munch; séparation; 1896

Num raio de sol

No sol, na manhã Areia do mar Me assentava esperando você Dourado o chão Toda luz em mim Entre o som das ondas A sua voz E no fechar dos o...