25 de agosto de 2017

O Relógio Mágico

Beto era um menino
Extremamente egoísta
Era sempre ‘o melhor’
Sob o seu ponto de vista

Certa vez convidou
O Gabriel pra sua casa
Sua mãe fez um gostoso
Cupcake para cada

Mas o Beto não queria
Dividir a sobremesa
E então comeu os dois
Quanta indelicadeza!

Gabriel ficou bem triste
Não pôde experimentar
“É o melhor bolo que existe!”
Ouviu o Beto comentar

Naquele instante o Gabriel
Foi embora preocupado
Com um lenço de papel
Limpou o seu rosto molhado

Dia seguinte, na escola
Mais uma vez se encontraram
O Beto precisou de cola
E os seus amigos emprestaram

Neste momento o Gabriel
Do cupcake se lembrou
Concordou com os amigos
E a sua cola emprestou

Mas o Beto ainda assim
Nunca prestava atenção
Não olhava pro seu lado
Nem estendia a sua mão

Certa vez na sua sala
Chegou uma nova aluna
O seu nome perguntara
Dizendo: “o meu é Bruna”

Beto não deu atenção
Ao que Bruna lhe falara
À sua apresentação
Simplesmente ignorara

Mal sabia o tal do Beto
Que a Bruna conhecia
O dono de um objeto
Que todo mundo enaltecia

Era um relógio mágico
‘Observador de monstros’
Não havia nada trágico
Que saísse de seus pontos

Apertando o botão branco
Aparecia uma luz
Pisca pisca bem no canto
Ele acende e traduz

Qualquer atitude feia
O relógio acendia
O monstro ficava em pareia
E a pessoa já entendia

Bruna conheceu José
Dono do relógio mágico
Que ficou de orelha em pé
Com o Beto nada empático

Logo apertou o botão
E a luz acendeu
Veio o monstro egoistão
E o Beto estremeceu

O monstro lhe mostrou o dia
Que Gabriel lhe visitou
Que embora foi, sem alegria
E no caminho até chorou

Beto ficou todo surpreso
Imaginando ele chorar
Do monstro ele teve medo
Pois parecia lhe imitar

Depois ainda percebeu
Quão grande foi a grosseria
Quando a Bruna apareceu
Se apresentando no outro dia

Beto então voltou atrás
Pediu desculpas aos amigos
E aprendeu que o ‘tanto faz’
É bem pior que os inimigos

José achou que era hora
De apertar o botão vermelho
Beto prometeu que agora
Seguirá o bom conselho

Então apertou o botão
E o monstro desapareceu
Pôs a mão no coração
E bem feliz agradeceu.



Davi - 7 anos

Rossana F. Refosco

Num raio de sol

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