23 de outubro de 2019

Eu sei

Rossana F. Refosco



O que há de ser do meu amanhã?
Sou como um barco que veleja pelo mar
As ondas vêm e vão
O vento pode me alcançar
E o meu barco balançar

Olho para os montes
Olho para as águas
Eu não sei como o amanhã será.

Olho para o vento
Olho para o mar
Mas eu sei onde o meu socorro está!

Eu sei em quem tenho crido
Eu sei estará comigo
Quando o mal me alcançar

Eu sei em quem tenho crido
Eu sei estará comigo
Nada vai me abalar

Eu sei em quem tenho crido!


20 de outubro de 2019

Barcos de pesca no mar/ Vivent Van Gogh,1888.

17 de outubro de 2019

Zumbis

Um dos episódios da série The Walking Dead, me ensinou muito. Na verdade, todos me ensinaram, mas o que vou relatar foi especialmente importante.
Apesar de eu ter crescido num contexto em que era comum a leitura da Bíblia e incentivo dessa prática devocional, foi também naquele mesmo ambiente que presenciei grandes perversidades, todas, em nome de Deus e da fé.
Ainda bem que não desisti nem de um, nem do outro. Que bom que consegui separar o que era humano do que era divino. E que Deus não é aquele povo que fala em nome dele. Às vezes olho pra trás e penso em como minha fé sobreviveu. E lá mesmo, naquele livro de capa preta é que encontro todas as respostas.
É nele mesmo que está escrito que boa parte dos que usam o nome de Deus escondem a verdade da própria maldade. O que Cristo falou sobre o bom samaritano?! Quem acolheu o pobre coitado? Justo um samaritano, que era parte do povo considerado esterco social? Sim, aqueles que os judeus sequer podiam conversar. O próprio Cristo relatou: não foi a "igreja" que foi próxima do açoitado, pelo contrário, a passos largos.
Na caminhada de fé, a gente quer desistir algumas vezes, mas se escondermos a essência da Bíblia, sob a hermenêutica de Cristo, em nosso coração, nossa fé então, aumenta. Porque é pelo método empírico que a teoria faz sentido. É a experiência que confirma o argumento. E tudo o que interpretamos passa a ser sob a ótica do evangelho. Como vejo em TWD. O episódio ocorre numa capela. É uma cena sem cor, com uma trilha sonora de suspense, uma orquestra com violinos e violões selons arrepiantes. Marcas de sangue nas paredes do templo, e buracos de balas na imagem da cruz. Farelos brancos do cimento e pedaços da madeira do crucifixo caídos num canto do chão.
A essa altura, personagens muito queridos já haviam sido mortos, bem mais por gente viva que havia se tornado má para sobreviver ao Armagedom, do que pelos próprios zumbis.
A câmera segue devagar como que estamos prestes a visualizar mais uma tragédia. Ela segue da porta da entrada da igreja com o zoom, até uma placa de madeira abandonada, cujo escrito era de um versículo bíblico, que dizia:“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não houvermos desanimado”. Encontro então, duas coisas:a razão pela qual a perversidade das pessoas aumenta e a motivação pra que eu não faça o mesmo.


Rossana F. Refosco

Num raio de sol

No sol, na manhã Areia do mar Me assentava esperando você Dourado o chão Toda luz em mim Entre o som das ondas A sua voz E no fechar dos o...