"Eu tentarei tocar o mundo como Você tocou a minha vida. Eu quero ser Tuas mãos, eu quero ser Teus pés. Eu irei aonde Você me mandar". A.A.
23 de março de 2013
Nossas Águas de 23 de Março...
Penso que nosso primeiro encontro foi naquela reuniãozinha, numa quadra ou estacionamento, não sei bem, era um espaço bem amplo, onde cabiam todos os voluntários da TRANS CEARÁ (cibuc), que no momento, estavam subdivididos.
Eu havia orado por mais de um mês, havia aberto mão de estar presente com Ministério de Louvor no CONJUBALIT, e era uma das coisas que mais gostava de fazer. Fiz TUDO que pude pra estar naquela TRANS, porque eu amava missões e aquilo ardia em mim, como a sede de sentido de Frankl; Eu podia afirmar que ‘missões’, na minha hierarquia de valores, estava no topo.
Tentei prever erros ou problemas que poderiam surgir e me preparei pra tudo. Sabia sim da possibilidade de haver desentendimentos na equipe, então, no mês de junho, comecei a orar por cada componente da nossa equipe, sem ao menos conhecê-los. (Então, logicamente, eu já orava por você).
Nada poderia dar errado, porque eu já tinha decidido a minha missão ali e me sentia responsável por esse compromisso.
Sendo assim, desde aquele dia, onde nos vimos pela primeira vez, tudo o que se passava pela minha cabeça era a ansiedade de chegar lá e encontrar aquele povo pra eu amar. Eu já os amava, mas queria que eles sentissem.
A única coisa que me lembro, foi que da lista de duplas, restamos nós dois e você perguntou se eu poderia ir contigo.
A viagem de Fortaleza para Guaraciaba do Norte, se esvaiu de minhas memórias, mas eu estava orando o tempo todo em meus pensamentos.
Lembro que quando eu cheguei na casa-igreja, onde ficaríamos hospedados, eu orei pelo que eu ia fazer : LIMPEZA.
No primeiro dia em que saímos às ruas, te achei diferente; as conversas, as abordagens feitas as pessoas, algumas ideias (pouquíssimas, por sinal) chamaram a minha atenção, mas não tive nenhuma intenção a não ser a de aprender com você (só o que valia à pena, claro) huahuahaua.
Muita coisa aconteceu em uma semana, e você já tinha perdido a sua avó, talvez na semana anterior (não sei ao certo), me sensibilizei demais com suas posturas, seu jeito, sua bondade e amor com as pessoas que eu também amei.
Confesso. Tive medo, muito.
Antes do fim da semana, pelo menos na minha cabeça, comecei a comparar o relacionamento que eu tinha, a forma como eu era tratada, com você, seu jeito, sua visão de Deus.
Por causa disso também meus momentos com Deus se estendiam, e passava horas dentro daquele quartinho tentando entender minha cabeça, orando, com raiva de mim, implorando a Deus que não me deixasse sair do FOCO.
Dias depois, eu já estava pensando em como seria se fôssemos mais do que amigos. Mas tudo isso acabava comigo, eu chegava a sacodir a cabeça pra expulsar tais pensamentos PECAMINOSOS de mim.
Você sabe, sempre encarei como carnal e pecado, aquele sentimento, principalmente porque envolvia duas, aliás, uma outra pessoa, e tudo o que não queríamos era ferí-las. (Ahhh se o tempo voltasse e eu conseguisse ferir só uma pessoinha ali!!! Huahuahauahau eu ia lascar com gosto. Infelizmente, a máquina do tempo não existe, mas foi bom que fosse assim, foi bom porque foi assim. Como costumamos dizer, a nossa pureza e fidelidade eternizaram este amor).
Não me perdoaria se fosse diferente.
Pretendo deixar meus princípios continuarem sendo mais fortes que eu.
Mas me apaixonei, não posso negar. (Deus também pegou pesado,né?)
E chorei, porque sabia que nunca, nunca iria dar certo, porque desconfiava que isso nunca poderia ser de Deus, NUNCA.
Esse meu lance de focar, me “lascou”, eu tinha certeza com quem eu iria me casar, então, o que viesse pela frente, não era de Deus (mas não pretendo elaborar conclusões de nada).
Pequei, fui, o tempo inteiro incoerente com meu coração, porque desde ali, já percebia que o que sentia por você não chegava nem aos pés do que eu senti por ninguém, mas isso era a paixão demoníaca que teria vindo pra me tirar o foco... (ai ai ai... sem comentários)
Eu te amei, como foi que eu não percebi?
A forma como caminhávamos juntos, a nossa parceria era inigualável. O povo adorava a gente, o trabalho tinha resultado. Nós não brincávamos, éramos sérios, coerentes, honestos, fiéis.
Eu era Werther de Goethe, uma quase-suicida, ainda apenas em meu sistema nervoso central, acho que nem o periférico sabia, eu ficava sem reação... (aproveito a oportunidade e peço um minuto de silêncio para a morte de boa parte de meus neurotransmissores).
Era incrível como passávamos o dia inteiro juntos e eu achava tão pouco tempo e ainda antes de deitar, pensava em você; bater na cabeça e pedir perdão a Deus (acho que Ele que deveria fazer isso... ops! ainda bem que a gente se entende ). Mas não estava adiantando mais...
À porta da dona Maria, que eu tive a certeza de que você sentia o mesmo, quando seu olhar se perdeu no meu e você sorriu e “voltou em si” ao som da décima oitava repetição: “Natan, anota o nome da mulher!!!!” (huahuahauahua d. Maria se ligou, viu, bichinho, tu paquerando em hora errada. A.D.O.R.E.I.)
Nunca mais me esqueci daquele olhar... Ele nunca, nunca saiu da minha mente (uma homenagem ao meu lobo temporal, não tão ativo quanto está parecendo agora. Uhu!)
Enfim, foi lá em dona Maria, bem ali percebi que não dava mais pra ficarmos juntos. Eu orei, pedi a Deus pra separar a gente, nem sei se te contei isso... mas eu orei, e foi muito... Porque eu já estava pecando ou amando, sei lá, deixe estar... ( só acho que Deus levou muito a sério o meu pedido)
Pensei que o melhor seria conversarmos e nos separarmos, e fui, e foi...
Ô coraçãozinho sem noção, pra me dar ideia sem futuro como aquela!? Fuleragem, eu sabia que eu tinha que ler mais provérbios naquele tempo...aliás, como discutíamos, era Jeremias. huahuahauahaua...
Acho que depois da conversa, nos apaixonamos mais ainda, mas Deus me ouviu (ai que raiva daquela oração rsrsr) e tirou você de perto de mim. ( um conselho: o que o seu coração disser, faça o contrário) Mas pode até dar certo...
E, acredito piamente que foi por isso que foi perfeito.
Não ia ser bom se eu perdesse o foco, eu iria achar sempre que não era de Deus e iria carregar a culpa até hoje...
Me lembro que quando ouvi você tocar Legião Urbana, eu pensei: É, realmente, impossível!!! Nada a ver!!! Nada, nada, nada, nunca!!!! Droga, se fosse ao menos meu conterrâneo, Chico...
Mas, pensando bem, eu precisava casar, amor, pra quebrar aquele monte de coisas que eu acreditava ser DEUS e NÃO ERA... E, de fato,Yancey tinha razão, Ele estava aonde eu menos esperava; .
Algumas vezes eu “caí”, na angustia de um cagamento, e aquele turco maldito, Buyukkokten me mostrando você feliz, entretanto, eu me colocava em meu lugar rapidinho... sempre, lógico com aquela pulga que fala o tempo todo: “ah se tivesse dado certo...” vez por outra eu sofria com isso, mas logo, meu ego e minha dissonância cognitiva, me faziam sentir melhor; Eles são bons nisso.
Quando nos reencontramos, não passava pela minha cabeça, e, muito menos pela sua, eu sei, que Lázaro, depois de quatro dias morto, já fedendo, pudesse receber vida num só sopro.
Tive medo outra vez, mas a força foi maior que o medo...
Talvez o medo fosse maior do que o medo... O medo de te perder outra vez, era maior do que o medo de me envolver, bem maior era incomparavelmente maior, porque eu sabia quem era você.
E, mesmo que você dissesse que aquele “Natan” que eu conhecia havia morrido, eu sentia ele ali, bem perto... Não sei como explicar isso. Puft! Não explico mais nada ultimamente.
Pelo menos hoje, é o amor- que é DEUS muito mais do que o que eu pensava ser, que me rege e dirige meus passos.
E você, me dizendo que te salvei.
Você também me salvou, querido, me salvou de tanta coisa, você não tem ideia - lógico que tem...
Deus foi tão detalhista, que hoje, hoje mesmo, dia 22, cheguei a uma conclusão tão bela sobre Ele. Uma coisa ou objeto não podem ser de Deus ou não...
Se Deus está em mim, eu vejo Deus em tudo e Deus fala comigo através de Madagascar e de Chico César... só porque vivo não mais eu, é Deus vivendo em mim e é com a mente dele que interpreto as coisas...
Como hoje, ouvindo “Mama África”, chorei e orei pelas mães solteiras, pelos negros, pelos homossexuais, pelos “favelados” e pelos nada...
“...deve ser legal ser negão no Senegal”
Pensei na minha indignação, quando ouvi você dizer que esta música devia ser cantada nas igrejas...
Puts’ me veio um insight... lembrei da luta de CRISTO e sua morte “só” pra dizer: AMEM-SE.
É Ele, o Amor, que resume a lei e os profetas.
Por isso e outras tantas coisas...
Obrigada!!!
Tenho sido melhor depois de você.
Obrigada por me amar da forma mais bela do mundo, por me ensinar, desde o óculos de d. Cícera, até os bilhetinhos, que vez por outra ainda encontro em meus livros, com sua letra, me lembrando que me ama.
Obrigada por me permitir ser feliz, saber o que é ser amada e amar de verdade.
Obrigada por estar perto mesmo longe. Nunca fui tão próxima de alguém como sou sua.
Obrigada por ser meu amigo, confidente, por confiar em mim, ser paciente, ser bom, ser leal, ser lindo, ser companheiro, ser bom, ser um padrasto maravilhoso e presente... Obrigada por ter lembrado de Davi no dia das crianças, obrigada por amá-lo...
Obrigada por ser tão cuidadoso, detalhista...
Obrigada por me constranger com seu jeito de me amar e de amar as pessoas, com a sua sede de justiça. E, por me mostrar (e surpreender) com suas reações, porque sempre quando espero que fique impaciente, chateado ou magoado comigo, você me ama ainda mais lindamente.
E a você, DEUS, OBRIGADA PELA SOMA DE TUDO ISSO...
Eu não sabia que resultaria em um nível tão alto e tão perfeito o que você tinha preparado pra mim, mais uma vez me apontando para a Sua graça.
Agora uma música para marcar nosso um ano:
Onde estava tanta estrela que eu não via
Onde estavam os meus olhos que não te encontravam
Onde foi que pisei e não senti
O ruído dos teus passos em meu caminho.
Onde foi que vivi
Se nem me lembro se existi
Antes de você.
Ah! Foi você quem trouxe essa tarde fria
E essa estrela pousada em meu peito
Ah! Foi você quem trouxe todo esse vazio
E toda essa saudade, toda essa vontade de morrer de amor.
Valsa da Solidão - Roberta Sá
"Porque Ele vive, posso crer no amanhã".
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