"Eu tentarei tocar o mundo como Você tocou a minha vida. Eu quero ser Tuas mãos, eu quero ser Teus pés. Eu irei aonde Você me mandar". A.A.
31 de janeiro de 2015
שלא נגמר
[...]
E assim, minhas manhãs,
sucedidas pelo cansaço
da espera do filho morto,
que jamais voltará...
Que dor essa dor me doi?!
Abro os olhos - o teto
Fecho - o assombro
sem começo, sem fim.
Frio, escuro e patético
Tenho medo.
Quantos mortos?
Não sei.
Ris enquanto choro
Comemoras enquanto sangro
Bebes vinho à minha morte
Festejando o meu vazio
Rossana F. Refosco
Desenho - Magritte, Rene, The Dominion of Lights
24 de janeiro de 2015
Desisti
Quisera eu
Nunca te amar
E viver contigo o amor que eu vivi
Ilusão.
Ao menos vem
Pra me mostrar
Se você sabe o quanto doeu
Me deixar.
Agora eu sei que fui mais um
De seus amores
E dói demais saber
Que não estás comigo...
[E em breve só serás
mais um de meus também]
Não sei nem o que foi verdade
Só sei que eu me entreguei
Na inocência de viver
Um grande amor contigo.
Mas eu prometo te esquecer
Seguir em frente
Sem olhar pra trás
Esquecer o que passou
E juro não pensar em ti
E todo dia de manhã
Quando acordar
Me lembrar
Que desisti.
23/01/2015
(C9 G/B Am7 G9 - C9 G/B Am7 F - F C Am7 G C9)
Rossana F. Refosco
Relógio, Salvador Dalí -.-
8 de janeiro de 2015
Da espada
Ao menos puxe, amigo!
Leva embora tua espada
Ensanguentada.
Guarda, que logo a precisarás.
Ao nascer do sol, cedo
Vem tua caça.
Comi do seu pão
Bebi do seu vinho
E me deixas, sem poder morrer,
Nem viver?
(Olhe aqui, no meu peito
Atravessada!)
Me causa espanto
O teu silêncio.
(Olhe!
Ao menos a espada?)
Me causa dor
O teu fel.
Rossana F. Refosco
Leva embora tua espada
Ensanguentada.
Guarda, que logo a precisarás.
Ao nascer do sol, cedo
Vem tua caça.
Comi do seu pão
Bebi do seu vinho
E me deixas, sem poder morrer,
Nem viver?
(Olhe aqui, no meu peito
Atravessada!)
Me causa espanto
O teu silêncio.
(Olhe!
Ao menos a espada?)
Me causa dor
O teu fel.
Rossana F. Refosco
4 de janeiro de 2015
epitaphius
Quem dera
Teu punhal
Não me atravessasse às costas
Arrancando a alma como quem
Quer matar-me
Quem dera
Ao menos
Me desse a chance de ouvir
Tua resistência
Desistência
Quem dera tu
Fosses sadio
Quem dera eu
Nunca houvesse te amado.
Rossana F. Refosco
2 de janeiro de 2015
Em memória
-Um Beijo -
Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?
Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto....
Olavo Bilac, in "Poesias"
Rossana F. Refosco
Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?
Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto....
Olavo Bilac, in "Poesias"
Rossana F. Refosco
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Num raio de sol
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No sol, na manhã Areia do mar Me assentava esperando você Dourado o chão Toda luz em mim Entre o som das ondas A sua voz E no fechar dos o...
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Nada vai me separar do teu amor Nemmesmo a dor me fará esquecer Você deixou em mim alguém Fez do meu coração a sua casa Estás em mim pra sem...



