Não deixa de ser
quando o outro
desmerece;
Rossana F. Refosco
Imagem: As idiotas; Iberê Camargo; 1991.
"Eu tentarei tocar o mundo como Você tocou a minha vida. Eu quero ser Tuas mãos, eu quero ser Teus pés. Eu irei aonde Você me mandar". A.A.
2 de setembro de 2015
À prima vera
É setembro.
E ainda amo
Diferente;
Rossana F. Refosco
Imagem: Lampião e Maria Bonita; Cândido Portinari; 1947.
E ainda amo
Diferente;
Rossana F. Refosco
Imagem: Lampião e Maria Bonita; Cândido Portinari; 1947.
31 de agosto de 2015
Reflexões para o verão
Pego-me fútil em alguns instantes, ignorando as coisas simples da vida como tomar um café com um amigo, enviar um cartãozinho carinhoso para alguém conhecido; aceitar um convite para um passeio; topar um programa, nem que seja de índio... Estar junto do outro ou tentar se aproximar de algum jeito de alguém de nossa espécie com uma atitude de carinho... um restaurante, um picnic; um chão gramado ou uma caminhada; um aperto de mão; um abraço bem forte; um beijo no rosto ou qualquer fonte de contato ou calor humano...
Por que por vezes consideramos essas coisas tão medíocres (pela sua simplicidade) e negamos tais convites da vida, mas no cemitério, ao vermos o corpo frio de um querido, estático e coberto de flores, tudo o que queremos é sentir o seu calor?
Rossana F. Refosco
Imagem: Ciclista; Iberê Camargo; 1989;
Por que por vezes consideramos essas coisas tão medíocres (pela sua simplicidade) e negamos tais convites da vida, mas no cemitério, ao vermos o corpo frio de um querido, estático e coberto de flores, tudo o que queremos é sentir o seu calor?
Rossana F. Refosco
Imagem: Ciclista; Iberê Camargo; 1989;
29 de agosto de 2015
28 de agosto de 2015
26 de agosto de 2015
A fábula da Dona Ostra
Lá no fundo do mar
estava a dona ostra.
Bem fechadinha, suas conchas
protegiam uma bela pérola.
Embora cuidasse daquela pedrinha
com muito carinho e amor,
Sabia que um dia ali não mais estaria,
por causa do seu valor.
Sim, a pérola era linda
e bem brilhante.
Mas no fundo do mar,
Quem iria admirar?
Um problema havia:
Para alguém a encontrar
Obstáculos teria de enfrentar!
Tentaram alcançá-la com uma rede;
Arremessaram uma isca num anzol;
Todavia não houve quem conseguisse
Desde o nascer até o pôr do sol.
Dona ostra ficara contente,
Pois nenhum objeto a pôde cercar;
Dizia ela que preferia
As mãos de um mergulhador lha tocar;
A dona ostra então pensou:
Quem há de querer procurar
Minha linda pérola aqui neste mar?
Encarando os tubarões
E o medo do escuro;
Peixes estranhos,
Lugar inseguro;
E com muita coragem
Ter de adentrar
Mergulhando bem firme,
No fundo do mar?
Quem lá iria,
Atentar contra a sorte,
Se viesse um vendaval
Ou um vento bem forte?
Não era tão fácil chegar à dona ostra
Ir ao fundo do mar procurar;
Mas aquele que mergulha mostra
O valor que à pérola dá.
Foi assim que uma moça,
Ouvindo a história
Lembrou de alguém
Que muito amava;
Tão grande era o amor
Que em sua memória
Nem pensava no pavor
Do medo que dava;
Então se jogou no fundo do mar
E a pérola pôs-se a procurar
Sabia que era mui preciosa
Mas só por amor poderia arriscar;
E assim a dona ostra
Feliz ficou
Entregou sua pérola
E pro mar voltou.
Ao meu Davi, por seus 5 aninhos;
Rossana F. Refosco
Imagem: Van Gogh; Still Life: Vase with Pink Roses; 1890.
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