10 de setembro de 2015

Da auto estima

Daí, me olho ao espelho,
E penso:
Eu também passarinho!

Rossana F. Refosco

Imagem: Almond Blossom; Van Gogh; 1890

9 de setembro de 2015

Da ampulheta

A areia fina
Se escoa:
Teu tempo.
Estuga-te
A fim de que
Não percas,
Permanentemente,
O teu bem.

Rossana F. Refosco

Imagem: Aparición de un rostro y frutero sobre la playa; Salvador Dalí; 1938.

4 de setembro de 2015

Família

Aqui lavo o rosto
Limpando
Toda a maquiagem;

Rossana F. Refosco

Imagem: Crepusculo na boca do monte; Iberê Camargo; 1991.

2 de setembro de 2015

A Emanuel

Tudo se foi.
E, mais uma vez,
Você ficou.

Rossana F. Refosco

Imagem: Beco das rosas II; Leonid Afremov;1990

Da auto beneficência

Não deixa de ser
quando o outro
desmerece;

Rossana F. Refosco

Imagem: As idiotas; Iberê Camargo; 1991.

À prima vera

É setembro.
E ainda amo
Diferente;


Rossana F. Refosco

Imagem: Lampião e Maria Bonita; Cândido Portinari; 1947.

31 de agosto de 2015

Reflexões para o verão

Pego-me fútil em alguns instantes, ignorando as coisas simples da vida como tomar um café com um amigo, enviar um cartãozinho carinhoso para alguém conhecido; aceitar um convite para um passeio; topar um programa, nem que seja de índio... Estar junto do outro ou tentar se aproximar de algum jeito de alguém de nossa espécie com uma atitude de carinho... um restaurante, um picnic; um chão gramado ou uma caminhada; um aperto de mão; um abraço bem forte; um beijo no rosto ou qualquer fonte de contato ou calor humano...
Por que por vezes consideramos essas coisas tão medíocres (pela sua simplicidade) e negamos tais convites da vida, mas no cemitério, ao vermos o corpo frio de um querido, estático e coberto de flores, tudo o que queremos é sentir o seu calor?

Rossana F. Refosco

Imagem: Ciclista; Iberê Camargo; 1989;

Num raio de sol

No sol, na manhã Areia do mar Me assentava esperando você Dourado o chão Toda luz em mim Entre o som das ondas A sua voz E no fechar dos o...