26 de novembro de 2015

22 de outubro de 2015

Meus nãos

Tanto
Shoppings
Cinemas
Restaurantes
Na Barra.
Quanto
Careço
Deitar
À grama
A olhar
O céu.


Rossana F. Refosco

21 de outubro de 2015

Jardim fechado

(A Mário Quintana)

Muros altos
Solitária fonte a cantar
Segui o conselho
E fechei.
O olhar vazio
Seca as folhas
A indiferença
Mata a grama
Assim o cerco
Chaveando-o
E muros altos
De tijolos ponho
A fim de
Assegurar-me
Que mais nenhuma flor
Morrerá.


Rossana F. Refosco

Alongamento

Por que prolongas,
Ansiedade,
Minha expectação?

20 de outubro de 2015

Ode ao poeta

Sob a mesa, chão.
Mesa e papel
Sob a mão.
Arte e pincel.
Ao lápis, riscos
Pensamentos ábditos
Condolências e pêsames
Insolência aos infames
Versos, entrelinha
Espaços em branco,
Sem linha
A minha
A vagar no rascunho
Dolorindo o punho
Correndo de vagar
Alma, borrão, poesias
Desloca-se o poeta
À veleja de seus dias.

Rossana F. Refosco

O poeta

Beleza faz poesia
A poesia, o poeta.
Qual, como eu,
Não escreve com as mãos.

Rossana F. Refosco

Num raio de sol

No sol, na manhã Areia do mar Me assentava esperando você Dourado o chão Toda luz em mim Entre o som das ondas A sua voz E no fechar dos o...