11 de junho de 2008

PeRcEpÇãO...

O que se vê aqui?
As respostas possivelmente serão diferentes.
Como vejo esta imagem?
Alguns vêem um homem, outros, uma mulher?
Deus me falou sobre isso hoje...
Estranho?!
No decorrer da leitura, talvez se perceba que não é tão incompreensível assim essa afirmação.

Há cerca de 2.400 anos, Platão entendeu com razão, que percebemos os objetos por meio dos sentidos, com a nossa mente.

Para a construção dos pensamentos, é preciso detectar o mundo externo, ou seja, a energia física do ambiente e codificá-la como sinais neuronais, este processo se chama: PERCEPÇÃO. Transformamos sensações sem sentido em percepçoes com sentido.

Em meio ao processo perceptivo, é preciso que se tenha o conhecimento de fatores que envolvem esta percepção de imagens, pois a qualquer momento, nossa consciência focaliza, como um facho de luz, um aspecto limitado de nossa experiência.
As percepções nos chegam a cada momento, uma se desvanece enquanto a seguinte aparece.
Em alguns momentos percebemos as coisas através daquilo que já conhecemos. Isso mostra que a nossa atenção consciente é seletiva.
Atenção seletiva é quando focalizamos nossa percepção em apenas um aspecto limitado de tudo o que somos capazes de experimentar.
Por exemplo, enquanto você está lendo este blog, você náo se deu conta que os seus sapatos apertam seu pé, e o seu nariz está no seu campo visual ä sua frente, pois você bloqueava essa informação.
Mas você possui o controle disso.
Olhe para o x vermelho abaixo, e perceba o restante da pagina do blog sem necessariamente tirar seus olhos do x.



x

Nossa atenção é seletiva.
Muitas são as informações que nos chegam à mente, porém atentamos para apenas a aquela que nos interessa.
Por exemplo, imagine que se converse ao telefone com dois fones, cada um com uma conversa diferente. Não há como captar todas as informações, é preciso selecionar.
Outro aspecto da percepção são as ilusões perceptivas, estas mostram como as pessoas organizam as percepções significativas. É a forma como organizamos e interpretamos nossas sensações.
Segundo a Psicologia, a visão domina os outros sentidos, muitos fenômenos capturados pela visão nem sempre são reais, é possível que aconteça ilusões de ótica.
Até que ponto aprendemos a perceber? Se os nossos olhos estivessem vendados desde os primeiros anos de vida, teríamos percepções normais quando elas tivessem sido removidas? Se tivéssemos de usar óculos que deslocariam ou inverteriam o mundo, poderíamos nos adaptar? Até que ponto nossas suposições e convicções moldam nossas interpretações, e com isso as nossas percepções?
As indicações claras de que a percepção é influenciada pela experiência vêm de muitas demonstrações de predisposições perceptivas e efeitos de contexto. Os esquemas aprendidos nos ajudam a interpretar estímulos que de outra forma seriam ambíguos, um fato que contribui para explicar por que algumas pessoas vêem coisas que outras não percebem.

O que isso tem a ver com Deus?
O que Deus tem falado a respeito de percepção?

Texto: I Corintios 13.4-6

Diz assim a minha versão (viva):
4. “O amor é muito paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso,
5. nunca é arrogante, nem egoísta, nem tampouco rude. O amor não exige que se faça o que ele quer. Não é irritadiço, nem melindroso. Não guarda rancor e dificilmente notará o mal que outros lhe fazem.
6. Nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a verdade triunfa”.

É um texto muito conhecido, e esta foi a palavra que Deus me deu nessa manhã.
O destaque está no versículo 5, na parte que diz:
“...dificilmente notará o mal que outros lhe fazem”.
Fiquei meditando nestas palavras por algum tempo, percebendo que inúmeras vezes tenho interpretado alguns comportamentos de forma negativa. O tempo inteiro tenho feito julgamentos com relação as pessoas, embora me controle pra isso não acontecer, sempre acabo pensando que algumas atitudes estão sendo feitas para me atacar... Que mente má. Mesmo que haja este sentimento por parte das pessoas, o amor não enxergaria este tipo de intenção, pois o amor é bondoso, é puro...
Mas, se Deus tem falado isso, certamente é porque há chances de que tudo isso mude, e este processo na minha vida começou essa manhã.


Cristo, no ápice de sua dor, lá no getsêmane, onde orou a Deus, Ele fez um clamor ao pai por aqueles que se tornariam seus discípulos, os que iriam crer nEle. (Mateus 26.36-46; Lucas 22.39-46), dizendo: “que eles sejam UM assim como somos UM ”.
Não se pode ignorar o clamor do filho de Deus...
E ainda, “E conhecerão que são meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.
(João 13. 34,35).

E é aí onde entra a percepção , pois, além da Psicologia, a bíblia afirma que de fato, os olhos dominam os outros sentidos, conforme está escrito em Mateus 6. 22 e 23: “... Se os teus forem bons todo o teu corpo terá luz”.
Este versículo fala sobre o amor, ele diz que DIFICILMENTE UMA PESSOA QUE AMA PERCEBE O MAL QUE OS OUTROS LHE FAZEM...
Será que somos assim, puros de coração?

A percepção é influenciada pela experiência, será que a minha experiência com Deus é capaz de influenciar a minha percepção?
A psicologia diz que os esquemas aprendidos é que nos ajudam a interpretar os estímulos. O que eu tenho aprendido?
Me pergunto por que existe tanta mágoa entre as pessoas que se dizem cristãs, tanta fofoca, tanta divisão e tanta maldade, ciúmes e invejas.
Isso tudo é conseqüência da falta de amor, e a falta de amor é conseqüência da falta de experiências com Deus, pois “aquele que não ama, não conhece a Deus, porque Deus é AMOR”. (I João 4.8).
Não sei se está bem claro, o que entendo é que o cristão é conhecido pelo amor.
Será que foi por que Cristo viveu o amor?!
O mundo já está cheio de maldade, e nós, muitas vezes, somos conformados, ou seja, tomamos a forma desse mundo mal.
Partindo da ideia de todo esse texto, talvez tenhamos tido mais experiências com o mundo do que com Deus.
Aliás, é pertinente questionar, quanto tempo tenho estado com Deus durante o meu dia? Tenho investido tempo (mesmo em meio a correria da vida) em Deus?
É importante clamar a Deus que dê pureza em nossas interpretações, percepções e sensações.
Às vezes os nossos olhos são tão impuros, que interpretamos com maldade até as boas intenções das pessoas. Nossa percepção é impura por que não temos tido intimidade com Deus.
Isso explica por que sentimos ciúmes, por que temos inveja, por que fofocamos e até odiamos...
Simplesmente porque não amamos e não amar é sinônimo de não conhecer a Deus. (I Jo. 4.8).
E como diz o texto: “O amor dificilmente notará o mal que outros lhe fazem”.
Percepção in: MYERS(1999)

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