18 de agosto de 2008

inquietude...

Fiz de tudo para não estar como estou agora...
Até a 'intenção paradoxal' de Frankl falhou hoje...
"Eu não vou falar" Eu disse pra mim mesma.
Droga, eu não falei.
Mais um dia foi para a minha área de destino.
De novo a minha vontade de sentido frustrada.
Tomara que tenha outra oportunidade.
Eu tentei. Tentei outra vez, e não consegui.
Me sinto realmente responsável por eles. Isso é forte demais em mim.
Seria ótimo vê-los como simplesmente colegas. Mas os vejo diferente. Os vejo como alvos do amor de Deus. E é exatamente isso que me incomoda.
Me sinto talvez como Paulo se sentiu em Atenas, no Areópago...
Eu não posso dizer que tenho a esperança...
Que Cristo está em mim e como é bom tê-lo...
Talvez tenho amado pouco essas pessoas, não sei.
Só sei que me derramo em lágrimas quando acaba mais um dia e eu me omito...
Quando devo gritar, calo.
Isso não é justo. Eu conheço a verdade.
Preciso viver CRISTO.

Não sei mais o que fazer!!!



Deus, a tua palavra é tão simples.
Entendo que tu me mandas falar do Teu amor, mas eles não me entendem.
Eu nem consigo expressar o Teu amor...
É estranha a sensação que tenho... É como se fugissem de minhas palavras, se corressem em direção contrária aonde eu queria chegar...
Me sinto péssima.
Eu só te imploro que me deixe livre de sentir o que sinto por essas pessoas...
Hoje senti Tua dor...
Tua dor de falar e não ser compreendido...
Amar e não ser nem percebido o Teu amor...
Caramba Deus, me perdoa se a culpa for minha.
Quero fazer o que Tu me mandas, Eu quero ir até eles...
Embora eu quis desistir deles a poucos minutos atrás.
Mas como Jeremias falou, a dor de não falar é pior do que a dor da indiferença deles ao me ouvirem.
Pai, não sei como eles estão, mas peço que o Senhor acampe os Teus melhores anjos para cuidarem deles. Alcance o coração de cada um. Faça -os sentir o Teu amor imensurável por eles.
É só o que peço.
Amém.

"A palavra da cruz é, deveras loucura para os que perecem"... I cor.1.18

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