"Eu tentarei tocar o mundo como Você tocou a minha vida. Eu quero ser Tuas mãos, eu quero ser Teus pés. Eu irei aonde Você me mandar". A.A.
11 de abril de 2012
2012
E as horas passam, amor
E vamos os dois a sorrir, insones
Madrugada à dentro
Qual crianças a chapinhar nas poças d'água das chuvas de abril
Alheados de pensar no sol que vem
Logo atrás das grossas nuvens.
Cantamos os dois sobre a brevidade da vida
Da ferocidade do tempo que tudo traga
E tudo devolve
(como bem sabemos desde 2005)
E vamos assim, tropeçando nas badaladas das horas
Lamuriando-nos das distâncias
E percebendo o quanto estamos juntos mesmo assim
Confundindo-nos
Perdendo-nos em nós mesmos
Achando-nos um.
Ai, amor
Mas quando enfim Morfeu
Derrama seu beijo sobre nossa face luzidia
E já não podemos resisitir ao engodo de seus braços divinos
Meus lábios sofrem por não terem os teus
E vejo meu sorriso d'antes
Junto com as poças d'água e as chuvas de abril
Perderem-se no amargor dessa labuta insana
Que é resistir ao peso hercúleo de não estares aqui
Comigo
Em carne viva, em sangue
Sofremos amor, eu sei, do mesmo mal
Do mal do ainda-não
Do mal de deitar só
Do mal dessa paixão sem pele
Que nos aflige, como bem sabemos, desde 2005.
"Porque Ele vive, posso crer no amanhã".
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