8 de janeiro de 2015

Da espada

Ao menos puxe, amigo!
Leva embora tua espada
Ensanguentada.

Guarda, que logo a precisarás.
Ao nascer do sol, cedo
Vem tua caça.

Comi do seu pão
Bebi do seu vinho
E me deixas, sem poder morrer,
Nem viver?

(Olhe aqui, no meu peito
Atravessada!)

Me causa espanto
O teu silêncio.

(Olhe!
Ao menos a espada?)

Me causa dor
O teu fel.





Rossana F. Refosco

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