23 de março de 2015

Deus

Não obstante aos meus últimos ocorridos, presumo desnecessário deter-me aos dias que se passam ou ao calendário. Contudo, consinto em não deixá-lo esbranquiçado até que que venha sobre estes, o reparo.
Com tal reflexo de sentimento inusitado, pretendi compor um haicai; três versos não me tomaria o tempo, mas também não me conduziria à cura.
Preciso, para tanto, que meus próximos versos sejam contínuos numa interpretação noética da vida, cuja empiria não os negue, visto que permanece ardente em meu peito.
Não inicio, reitero Deus(ou que chamem de mistério) dos mais profundos desejos de todo o meu sentido.

imagem: Cândido Portinari, escada de corda, 1955.


Rossana F. Refosco

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