Cessou-se a existência terrena
Entrego-te, ó chão, o corpo
Pó ao pó, cinza à cinza, drena
O espírito, Deus o tenha morto;
Eis calado, o ponto final
Que dá morte à esperança
Axiomática e fatal
Sepultamento da aliança;
Quão grande perda que ao funeral se estende
Pôr sobre o amor a terra do afã
Mas sobre ti, ponho o jasmim
Deitando a força, a verdade sã
Por quem me mata, a lealdade
Porque quem ama, ama até o fim;
Rossana F. Refosco
Imagem: Edvard Munch; séparation; 1896
"Eu tentarei tocar o mundo como Você tocou a minha vida. Eu quero ser Tuas mãos, eu quero ser Teus pés. Eu irei aonde Você me mandar". A.A.
8 de maio de 2015
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