14 de setembro de 2015

Emanuel

A areia se escoa
Na ampulheta transparente
Mas não é ela que os meus olhos vêem;

Porque estão fechados
Junto ao tempo que passou
E as lembranças são o que me vêm;

Talvez os que amei
Não me puderam compreender
Mas à dor ficamos só eu e Você;

À margem da deslealdade
Vejo o Teu amor
Me mostrando quem Tu és e quem eu sou;

Foi assim que o naufrágio
O meu barco balançou
Me deu medo, me levou
E eu chorei
Quando percebi que estavas ali
Bem ali.

Emanuel, Emanuel, Emanuel
Nunca vai embora.
Emanuel, Emanuel, Emanuel
Deus comigo!


(G-D/F#-EM-C9
AM-D-C9)


Rossana F. Refosco

Imagem: Noite Estrelada Sobre o Ródano; Vincent van Gogh; 1888;

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