O barulho d'agua corrente
silencia
O choro excessivo
Rossana F. Refosco
Imagem: Homem Velho com a Cabeça em Suas Mãos; Vincent van Gogh; 1890
"Eu tentarei tocar o mundo como Você tocou a minha vida. Eu quero ser Tuas mãos, eu quero ser Teus pés. Eu irei aonde Você me mandar". A.A.
9 de fevereiro de 2015
Esconderijo
No recanto do meu choro,
o chuveiro
As águas se misturam.
Rossana F. Refosco
Imagem: Sorrow; Vincent van Gogh; 1882–1882
o chuveiro
As águas se misturam.
Rossana F. Refosco
Imagem: Sorrow; Vincent van Gogh; 1882–1882
8 de fevereiro de 2015
do desapego
As freiras e as putas
têm minha admiração
Ambas mantêm o desapego.
Rossana F. Refosco
Imagem:James McNeill Whistler; A Mãe do artista; 1871
têm minha admiração
Ambas mantêm o desapego.
Rossana F. Refosco
Imagem:James McNeill Whistler; A Mãe do artista; 1871
4 de fevereiro de 2015
Da dor
Esquartejaram-me.
E não morri.
Sinto dor em cada pedaço de mim.
Rossana F. Refosco
Imagem: Retrato do Dr. Gachet, de Vincent Van Gogh, 1890;
E não morri.
Sinto dor em cada pedaço de mim.
Rossana F. Refosco
Imagem: Retrato do Dr. Gachet, de Vincent Van Gogh, 1890;
31 de janeiro de 2015
שלא נגמר
[...]
E assim, minhas manhãs,
sucedidas pelo cansaço
da espera do filho morto,
que jamais voltará...
Que dor essa dor me doi?!
Abro os olhos - o teto
Fecho - o assombro
sem começo, sem fim.
Frio, escuro e patético
Tenho medo.
Quantos mortos?
Não sei.
Ris enquanto choro
Comemoras enquanto sangro
Bebes vinho à minha morte
Festejando o meu vazio
Rossana F. Refosco
Desenho - Magritte, Rene, The Dominion of Lights
24 de janeiro de 2015
Desisti
Quisera eu
Nunca te amar
E viver contigo o amor que eu vivi
Ilusão.
Ao menos vem
Pra me mostrar
Se você sabe o quanto doeu
Me deixar.
Agora eu sei que fui mais um
De seus amores
E dói demais saber
Que não estás comigo...
[E em breve só serás
mais um de meus também]
Não sei nem o que foi verdade
Só sei que eu me entreguei
Na inocência de viver
Um grande amor contigo.
Mas eu prometo te esquecer
Seguir em frente
Sem olhar pra trás
Esquecer o que passou
E juro não pensar em ti
E todo dia de manhã
Quando acordar
Me lembrar
Que desisti.
23/01/2015
(C9 G/B Am7 G9 - C9 G/B Am7 F - F C Am7 G C9)
Rossana F. Refosco
Relógio, Salvador Dalí -.-
8 de janeiro de 2015
Da espada
Ao menos puxe, amigo!
Leva embora tua espada
Ensanguentada.
Guarda, que logo a precisarás.
Ao nascer do sol, cedo
Vem tua caça.
Comi do seu pão
Bebi do seu vinho
E me deixas, sem poder morrer,
Nem viver?
(Olhe aqui, no meu peito
Atravessada!)
Me causa espanto
O teu silêncio.
(Olhe!
Ao menos a espada?)
Me causa dor
O teu fel.
Rossana F. Refosco
Leva embora tua espada
Ensanguentada.
Guarda, que logo a precisarás.
Ao nascer do sol, cedo
Vem tua caça.
Comi do seu pão
Bebi do seu vinho
E me deixas, sem poder morrer,
Nem viver?
(Olhe aqui, no meu peito
Atravessada!)
Me causa espanto
O teu silêncio.
(Olhe!
Ao menos a espada?)
Me causa dor
O teu fel.
Rossana F. Refosco
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