23 de março de 2015

Da entrega


Meditação: A Alquimia da dor

Para Yancey, não fosse a vida e morte de Cristo, o cristianismo seria um grande paradoxo, visto que as coisas das quais mais combatemos em vida, a pobreza e a tristeza, seguem explícitas, e ocupando as primeiras linhas das bem aventuranças. (Mateus 5.3,4)
O próprio Cristo transforma a noção de dor, dignificando-a. "Devido a Jesus, eu nunca posso dizer sobre uma pessoa: "Ela deve estar sofrendo por ter cometido algum pecado"" (YANCEY, 2011, p.104)
Não estamos isentos de tragédias, Cristo também não.
A dor nos ofende.
Em meio a dor, Cristo não orou agradecido, ao contrário, implorou uma saída; Contudo submeteu-se a ela , entregando as questões mais difíceis à soberania do Pai, "...confiando que Deus poderia usar para o bem até mesmo o ultraje de sua morte" (YANCEY, 2011, p.104)

YANCEY, Philip. Sinais da Graça. Almiro Pisetta. São Paulo: Mundo Cristão. 2011.


imagem: Edvard Munch; Melancholy,1981
Rossana F. Refosco

Deus

Não obstante aos meus últimos ocorridos, presumo desnecessário deter-me aos dias que se passam ou ao calendário. Contudo, consinto em não deixá-lo esbranquiçado até que que venha sobre estes, o reparo.
Com tal reflexo de sentimento inusitado, pretendi compor um haicai; três versos não me tomaria o tempo, mas também não me conduziria à cura.
Preciso, para tanto, que meus próximos versos sejam contínuos numa interpretação noética da vida, cuja empiria não os negue, visto que permanece ardente em meu peito.
Não inicio, reitero Deus(ou que chamem de mistério) dos mais profundos desejos de todo o meu sentido.

imagem: Cândido Portinari, escada de corda, 1955.


Rossana F. Refosco

15 de março de 2015

Dimensão Noética

Comi do fruto proibido
E expulsa, segui
Pelo jardim cantando. 

Rossana F. Refosco

Imagem: Leonardo da Vinci; Dama com Arminho; 1485.

6 de março de 2015

28 de fevereiro de 2015

Canção do cego

Uma folha, lapis, violão
Coração na mão
O cego, a canção
Pode ver...

A monografia toda rasgada
Rasura intensa
Rabiscada
Não pode consertar

O coração
Não aprendeu amar

O que ama a vida
Encontra o amor
Recíprocura e encontra
O que nunca perdeu

E o faz seguido
Pelo passo que é o mesmo
no caminhar
Seja ao jardim
ou à Amar

De amante
da própria vida
Às vezes faz bem
olhar pra atrás.

Imagem: Francisco de Goya, Saturno devorando a su hijo (1819-1823)

28/01/2015

Rossana F. Refosco

21 de fevereiro de 2015

Outubro escuro



Sadicamente afiavas
Pontiaguda lança
A sepultar minh'alma.



Rossana F. Refosco

Cândido Portinari (1903 - 1962) Menino morto.

Num raio de sol

No sol, na manhã Areia do mar Me assentava esperando você Dourado o chão Toda luz em mim Entre o som das ondas A sua voz E no fechar dos o...