16 de dezembro de 2015

Generoso

Desdenhaste-me à míngua.
Sua falsa mão estendida
Dará talvez a mim
Sempre poesia.
Minha, apenas minha.
Visto que não vales
A merda nem o odor das fezes.
Por ti apenas a pena,
Que extremamente pobre és.

Rossana F. Refosco

Alucinose

Vez em quando ele volta
E bagunça a casa
Vez em quando ele chega
Atravessa quem passa
Me confunde a cabeça:
Esquizofrenia

Rossana F. Refosco

26 de novembro de 2015

22 de outubro de 2015

Meus nãos

Tanto
Shoppings
Cinemas
Restaurantes
Na Barra.
Quanto
Careço
Deitar
À grama
A olhar
O céu.


Rossana F. Refosco

21 de outubro de 2015

Jardim fechado

(A Mário Quintana)

Muros altos
Solitária fonte a cantar
Segui o conselho
E fechei.
O olhar vazio
Seca as folhas
A indiferença
Mata a grama
Assim o cerco
Chaveando-o
E muros altos
De tijolos ponho
A fim de
Assegurar-me
Que mais nenhuma flor
Morrerá.


Rossana F. Refosco

Alongamento

Por que prolongas,
Ansiedade,
Minha expectação?

Num raio de sol

No sol, na manhã Areia do mar Me assentava esperando você Dourado o chão Toda luz em mim Entre o som das ondas A sua voz E no fechar dos o...