Esperei ligar
E me dizer
Que se importava
Então, sumiu...
Rossana F. Refosco
"Eu tentarei tocar o mundo como Você tocou a minha vida. Eu quero ser Tuas mãos, eu quero ser Teus pés. Eu irei aonde Você me mandar". A.A.
14 de abril de 2017
29 de março de 2017
19 de março de 2017
O lado
Não ousaria odiar
Quem me traiu
A traição revela os lados.
Nunca me perdoaria
Mentir ao amor.
Ando leve
Não fui eu.
E apesar,
Nunca serei.
Nunca mentirei a um amor.
É este o meu lado.
Rossana F. Refosco
Quem me traiu
A traição revela os lados.
Nunca me perdoaria
Mentir ao amor.
Ando leve
Não fui eu.
E apesar,
Nunca serei.
Nunca mentirei a um amor.
É este o meu lado.
Rossana F. Refosco
Domingo
Foi um domingo feliz
E que acordei poeta
E vivi.
Ah! se vivi.
Cantei, brinquei
Escrevi versos sem lápis
E esqueci
Mas podia morrer
Porque hoje cantei
Todas as canções do disco
E fechei os olhos no banho
Sentindo a água morna escorrer...
Seja o que for
É bom...
É muito bom viver.
E me orgulhar de quem sou
E como amo
A vida com paixão!!!
Rossana F. Refosco
E que acordei poeta
E vivi.
Ah! se vivi.
Cantei, brinquei
Escrevi versos sem lápis
E esqueci
Mas podia morrer
Porque hoje cantei
Todas as canções do disco
E fechei os olhos no banho
Sentindo a água morna escorrer...
Seja o que for
É bom...
É muito bom viver.
E me orgulhar de quem sou
E como amo
A vida com paixão!!!
Rossana F. Refosco
14 de fevereiro de 2017
Memórias de um catorze
Terei de me enfraquecer
De pôr as mãos na nuca
Lamentando os idos
E olhar pr'atrás
E ver que fui...
Jurando que tentei
Outros lábios beijar
E amar, amar...
E de novo fui feliz
E amei...
Porque a danada da felicidade
me persegue
E as borboletas voam
As flores e o jardim
Estão então aqui
Assim, por dentro...
Mas terei de fingir-me triste
E escrever
Pra descrever
Porque ser feliz com você
Foi melhor
Mas teve fim.
E a pureza
Que hoje me deixa nua
Me faz querer ser [de novo] sua.
E mesmo, enfim,
Sabendo que nunca
E que me pareça 'kitsch'
Terei de hoje me lembrar
De você.
Rossana F. Refosco
De pôr as mãos na nuca
Lamentando os idos
E olhar pr'atrás
E ver que fui...
Jurando que tentei
Outros lábios beijar
E amar, amar...
E de novo fui feliz
E amei...
Porque a danada da felicidade
me persegue
E as borboletas voam
As flores e o jardim
Estão então aqui
Assim, por dentro...
Mas terei de fingir-me triste
E escrever
Pra descrever
Porque ser feliz com você
Foi melhor
Mas teve fim.
E a pureza
Que hoje me deixa nua
Me faz querer ser [de novo] sua.
E mesmo, enfim,
Sabendo que nunca
E que me pareça 'kitsch'
Terei de hoje me lembrar
De você.
Rossana F. Refosco
18 de janeiro de 2017
Seu veredito:'culpado'!
Da seção de livros poéticos contidos na bíblia, tenho bastante estima por Jó.
Não há evidências de que sua história seja real, e sobre o autor, alguns eruditos sugerem Moisés, outros descrevem o sábio Salomão, mas a sua autoria é incerta.
Sobre sua veracidade, há suspeitas de tratar-se de uma trama.
Embora considerado um enredo fictício, contém nas linhas e entrelinhas desta biografia, verdades divinas e também humanas, que para mim evocam sobremaneira um pensamento: o de não subestimar a relação pessoal e íntima de um indivíduo com Deus, pondo em cheque a admirada e maldita meritocracia, muito querida por alguns.
Em Gênesis, observo a ação de Deus, como de alguém que preserva aqueles que são justos.
Em detrimento de toda a maldade que se instalou no mundo, desde a queda do homem, surgiram pessoas nas quais motivaram o criador a acreditar na possibilidade de restauração de toda a humanidade,por isso a destruição que sobreveio nos tempos antigos, não atingiu a família de Noé.
Os relatos mostram o cuidado de Deus sobre a geração de Abrão, Ló, Isaque, Jacó, José...
Enfim, se tivesse de usar um termo para definir tais ações de Deus no primeiro livro do pentateuco, seria: 'preservação'. Mas Ele tem seus propósitos eternos, que muitas vezes não compreendemos.
Nos primeiros capítulos do livro de Jó, as cortinas se abrem com a exposição clara e objetiva, que identifica a prosperidade e integridade do protagonista.
Seguidamente, o próprio Deus exibe orgulhosamente o seu filho à Satanás, descrevendo-o como "íntegro, reto, honesto, leal à sua palavra, totalmente consagrado a Deus e que odeia a maldade"(1.1-8).
Diante da tragédia que resultou em perdas, tanto de bens, quanto de todos os seus filhos, Jó permanece triste, porém, sem pecado, afirma o narrador; sua fé e confiança continuam voltadas para o Criador, declarando-se submisso à soberania divina: "O Senhor deu, o Senhor tomou, bendito seja o nome do Senhor" e, ainda: "Nú saí do ventre e nú retornarei, o nome de Deus seja louvado". (1.21-22).
No episódio que sucede, Deus, para garantir ao inimigo que a fé de Jó era indestrutível, permite que Satanás toque em sua saúde, agora era a vez de mexer em sua homeostasia.
Diante da enfermidade, Jó prefere ficar em silêncio, negando a proposta (para ele, insana) da esposa, de amaldiçoar a Deus.
O narrador mais uma vez entra em cena apenas com uma frase evocada do meio do redemoinho: "Apesar de tudo, Jó não pecou". (2.10)
Finalmente recebe a visita de alguns amigos que acompanham seu sofrimento "de perto" e lamentam durante 7 dias e 7 noites sem dizer sequer uma palavra, tamanha era a dor de Jó.
Passados estes dias, Jó sente necessidade de quebrar o silêncio, expressando o seu desejo pela morte, com o intuito de aliviar um pouco sua tortura.
Após o desabafo de Jó, um de seus amigos, Elifaz, repreende Jó, apresentando-lhe acusações à sua pessoa.
Ele discursa sobre as verdades de Deus como se Jó não O conhecesse de fato e de experiência.
Para ele, Jó certamente houvera pecado para que lhe sobreviesse tamanho castigo.
Jó não precisava de conselhos, precisava sentir-se compreendido, sentir-se consolado, mas ao contrário, ficou desapontado, continuou sozinho e comparou os seus amigos a "um rio que seca no verão"(6.14-23).
Todavia, de uma coisa Jó tinha convicção: sua integridade diante de Deus; e, sem máscara, confessava a sua desesperança pelo mal que lhe ocorrera.
É a vez do outro amigo Bildade, ele também discursa sobre os atributos de Deus e Sua capacidade, julgando Jó de haver pecado e afirmando que seus filhos também haviam pecado, por isso Deus os castigara; Ele propõe que Jó urgentemente se arrependa, tentando lançar sobre ele o peso da culpa.
A defesa de Jó (cap 9) não é uma exposição de alguém que apenas conhece a Deus, mas que de fato tem uma proximidade com Ele.
Jó mais uma vez declara a sua inocência (9.21), mesmo sabendo que fora-lhe dado pelo amigo o veredito:'culpado'.
O que Jó desejava era paz, um mínimo de alívio para a sua dor e, apenas na morte estava sua esperança; ele expressa honestamente todo sofrimento de sua alma, ainda que sem consolo algum.
-Jó, você pensa que não temos a resposta?
Pensa que sua zombaria nos fará calar?
Você diz que é inocente, mas eu gostaria que Deus mesmo lhe desse a resposta; assim você entenderia que Ele o está castigando menos do que o que você merece. Arrependa-se, volte o seu coração para Deus. Abandone o pecado de suas mãos e Ele o curará". (11.3-20)
São estas as palavras do seu terceiro amigo, Zofar.
Que discurso tenho a oferecer para um coração em sofrimento?
Quando um coração dói, não precisa de discursos sobre Deus, precisa de afeto; não precisa de religião, porque a única palavra que se encaixa com dor é amor e amor é o que o amor faz.
Jó não tinha necessidade de juízes ou donos da verdade, muito menos de quem apresentasse o Deus que ele já conhecia.
Não precisava de um ultimato, mas de empatia,de uma escuta compreensiva, porque se estamos em uma caverna, o que precisamos é de alguém que entre lá, mas entre de verdade, alguém que tenha medo e chore conosco, que veja, aliás, sinta a escuridão e nos ajude a sair de lá.
Jogar uma corda às vezes não basta, é preciso descer, ir até a caverna para tirar quem quer que seja de lá.
Ref.: Bíblia -"A mensagem" -versão de Eugene Peterson.
Imagem: François ler en César; Francesco Primaticcio; séc XVI;
Rossana F. Refosco
Não há evidências de que sua história seja real, e sobre o autor, alguns eruditos sugerem Moisés, outros descrevem o sábio Salomão, mas a sua autoria é incerta.
Sobre sua veracidade, há suspeitas de tratar-se de uma trama.
Embora considerado um enredo fictício, contém nas linhas e entrelinhas desta biografia, verdades divinas e também humanas, que para mim evocam sobremaneira um pensamento: o de não subestimar a relação pessoal e íntima de um indivíduo com Deus, pondo em cheque a admirada e maldita meritocracia, muito querida por alguns.
Em Gênesis, observo a ação de Deus, como de alguém que preserva aqueles que são justos.
Em detrimento de toda a maldade que se instalou no mundo, desde a queda do homem, surgiram pessoas nas quais motivaram o criador a acreditar na possibilidade de restauração de toda a humanidade,por isso a destruição que sobreveio nos tempos antigos, não atingiu a família de Noé.
Os relatos mostram o cuidado de Deus sobre a geração de Abrão, Ló, Isaque, Jacó, José...
Enfim, se tivesse de usar um termo para definir tais ações de Deus no primeiro livro do pentateuco, seria: 'preservação'. Mas Ele tem seus propósitos eternos, que muitas vezes não compreendemos.
Nos primeiros capítulos do livro de Jó, as cortinas se abrem com a exposição clara e objetiva, que identifica a prosperidade e integridade do protagonista.
Seguidamente, o próprio Deus exibe orgulhosamente o seu filho à Satanás, descrevendo-o como "íntegro, reto, honesto, leal à sua palavra, totalmente consagrado a Deus e que odeia a maldade"(1.1-8).
Diante da tragédia que resultou em perdas, tanto de bens, quanto de todos os seus filhos, Jó permanece triste, porém, sem pecado, afirma o narrador; sua fé e confiança continuam voltadas para o Criador, declarando-se submisso à soberania divina: "O Senhor deu, o Senhor tomou, bendito seja o nome do Senhor" e, ainda: "Nú saí do ventre e nú retornarei, o nome de Deus seja louvado". (1.21-22).
No episódio que sucede, Deus, para garantir ao inimigo que a fé de Jó era indestrutível, permite que Satanás toque em sua saúde, agora era a vez de mexer em sua homeostasia.
Diante da enfermidade, Jó prefere ficar em silêncio, negando a proposta (para ele, insana) da esposa, de amaldiçoar a Deus.
O narrador mais uma vez entra em cena apenas com uma frase evocada do meio do redemoinho: "Apesar de tudo, Jó não pecou". (2.10)
Finalmente recebe a visita de alguns amigos que acompanham seu sofrimento "de perto" e lamentam durante 7 dias e 7 noites sem dizer sequer uma palavra, tamanha era a dor de Jó.
Passados estes dias, Jó sente necessidade de quebrar o silêncio, expressando o seu desejo pela morte, com o intuito de aliviar um pouco sua tortura.
Após o desabafo de Jó, um de seus amigos, Elifaz, repreende Jó, apresentando-lhe acusações à sua pessoa.
Ele discursa sobre as verdades de Deus como se Jó não O conhecesse de fato e de experiência.
Para ele, Jó certamente houvera pecado para que lhe sobreviesse tamanho castigo.
Jó não precisava de conselhos, precisava sentir-se compreendido, sentir-se consolado, mas ao contrário, ficou desapontado, continuou sozinho e comparou os seus amigos a "um rio que seca no verão"(6.14-23).
Todavia, de uma coisa Jó tinha convicção: sua integridade diante de Deus; e, sem máscara, confessava a sua desesperança pelo mal que lhe ocorrera.
É a vez do outro amigo Bildade, ele também discursa sobre os atributos de Deus e Sua capacidade, julgando Jó de haver pecado e afirmando que seus filhos também haviam pecado, por isso Deus os castigara; Ele propõe que Jó urgentemente se arrependa, tentando lançar sobre ele o peso da culpa.
A defesa de Jó (cap 9) não é uma exposição de alguém que apenas conhece a Deus, mas que de fato tem uma proximidade com Ele.
Jó mais uma vez declara a sua inocência (9.21), mesmo sabendo que fora-lhe dado pelo amigo o veredito:'culpado'.
O que Jó desejava era paz, um mínimo de alívio para a sua dor e, apenas na morte estava sua esperança; ele expressa honestamente todo sofrimento de sua alma, ainda que sem consolo algum.
-Jó, você pensa que não temos a resposta?
Pensa que sua zombaria nos fará calar?
Você diz que é inocente, mas eu gostaria que Deus mesmo lhe desse a resposta; assim você entenderia que Ele o está castigando menos do que o que você merece. Arrependa-se, volte o seu coração para Deus. Abandone o pecado de suas mãos e Ele o curará". (11.3-20)
São estas as palavras do seu terceiro amigo, Zofar.
Que discurso tenho a oferecer para um coração em sofrimento?
Quando um coração dói, não precisa de discursos sobre Deus, precisa de afeto; não precisa de religião, porque a única palavra que se encaixa com dor é amor e amor é o que o amor faz.
Jó não tinha necessidade de juízes ou donos da verdade, muito menos de quem apresentasse o Deus que ele já conhecia.
Não precisava de um ultimato, mas de empatia,de uma escuta compreensiva, porque se estamos em uma caverna, o que precisamos é de alguém que entre lá, mas entre de verdade, alguém que tenha medo e chore conosco, que veja, aliás, sinta a escuridão e nos ajude a sair de lá.
Jogar uma corda às vezes não basta, é preciso descer, ir até a caverna para tirar quem quer que seja de lá.
Ref.: Bíblia -"A mensagem" -versão de Eugene Peterson.
Imagem: François ler en César; Francesco Primaticcio; séc XVI;
Rossana F. Refosco
4 de janeiro de 2017
Relatos de uma prostituta
Aconchegada
Um degrau abaixo do Teu
Ao som de Sua voz
Assentei-me junto de Ti
A prosearmos
Deleitando-me em cada história
Apreciando, sem pressa
Sua companhia [...]
Escolhi, naquela tarde
A melhor parte
E o adorei e amei
À escada da nossa casa...
Sabíamos da minha sentença
Conhecíamos o olhar do desprezo
Todavia o dEle...
O dele me trouxera a cura
A leveza
Alívio de minh'alma
Devolvera-me o riso
Por isso eu quis ficar ali
Aos Seus pés.
Houvera visto lugar aconchegante,
Mas pessoa aconchegante, não...
Apenas Ele
E as lembranças daquele dia
Em que rimos das mesmas piadas
Tomamos o mesmo vinho
Cantamos a mesma canção...
Ali, na escada,
Guardei comigo
As lembranças daquele encontro
E de Seu olhar...
Cristo
Admirável
Me tirou os medos,
Desconsiderou meus erros...
Me fez feliz
E como sou
Me amou
Aniquilou minha pena
Tornei -me, então
Maria Madalena.
Imagem: Amor e Dor; Edvard Munch 1893 e 1894.
Rossana F. Refosco
Um degrau abaixo do Teu
Ao som de Sua voz
Assentei-me junto de Ti
A prosearmos
Deleitando-me em cada história
Apreciando, sem pressa
Sua companhia [...]
Escolhi, naquela tarde
A melhor parte
E o adorei e amei
À escada da nossa casa...
Sabíamos da minha sentença
Conhecíamos o olhar do desprezo
Todavia o dEle...
O dele me trouxera a cura
A leveza
Alívio de minh'alma
Devolvera-me o riso
Por isso eu quis ficar ali
Aos Seus pés.
Houvera visto lugar aconchegante,
Mas pessoa aconchegante, não...
Apenas Ele
E as lembranças daquele dia
Em que rimos das mesmas piadas
Tomamos o mesmo vinho
Cantamos a mesma canção...
Ali, na escada,
Guardei comigo
As lembranças daquele encontro
E de Seu olhar...
Cristo
Admirável
Me tirou os medos,
Desconsiderou meus erros...
Me fez feliz
E como sou
Me amou
Aniquilou minha pena
Tornei -me, então
Maria Madalena.
Imagem: Amor e Dor; Edvard Munch 1893 e 1894.
Rossana F. Refosco
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Num raio de sol
No sol, na manhã Areia do mar Me assentava esperando você Dourado o chão Toda luz em mim Entre o som das ondas A sua voz E no fechar dos o...
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“Bom é estarmos aqui!” É isso que dizem todos os que experimentam a presença de Deus. É agradável estar com Ele, ouvir Sua voz, Sua respost...
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