28 de junho de 2017

Trinta e dois


Ele me fez enxergar no escuro;
Respondeu com amor às minhas questões mais difíceis;
Meus medos sumiram diante de Sua majestade;
Quando doeu, me mostrou a Sua força em mim.
Quando pensei que havia perdido, me assegurou que não.
Quando a esperança estava indo embora, Ele apareceu nos lugares menos esperados.
É a Sua mão que me segura todas as manhãs, é o Seu colo que me traz o aconchego que preciso.
É o seu olhar que me constrange a me arrepender quando erro, a pedir perdão quando traio e sentir vergonha quando minto;
É este mesmo olhar que me mostra que eu posso ser melhor, que eu posso amar como Ele me amou, sem desistir, sem vacilar e perdoar quantas vezes necessárias;
Você me faz ver que tudo tem um jeito!
Ele me faz ser quem eu sou, sem vergonha, sem medo, sem máscaras.
E a Sua Cruz me dá, todos os dias, a certeza de que Sua vida aqui não foi em vão, porque é o meu mestre.
Quando achei que não tinha mais nada, Ele se fez suficiente.
Obrigada porque sei onde te encontrar.
Porque sei que se eu errar o caminho, você vai me encontrar.
Obrigada, Deus, por Cristo.
Obrigada, Cristo, por poder viver em mim apesar de mim.
Rossana F. Refosco

Pelo bem da autoestima

Ele era nosso primeiro filho, tinha uma risada contagiante. À medida que ele crescia, ficava mais isolado, não gostava de muita gente por perto, nem de muito barulho. Eu sabia que uma hora ele seria uma vitima. Ele nunca foi muito atlético; na educação física era sempre o último a ser escolhido, ninguém o queria no time porque diziam que ele era esquisito, que era uma bicha e ninguém queria brincar com ele. No início ele chorava, mas depois não chorava mais, assim ficou difícil saber o que ele estava passando. Nos últimos dias, ficamos sabendo que enfiaram a cabeça dele num armário de parede e as pessoas mandaram ele se enforcar porque ele era inútil. Eu acho que ele chegou ao limite, ele não aguentou mais. Eu ainda acho que ele vai passar por aquela porta; mas eu sei que ele não vai. Se o céu existe, eu sei que meu filho está lá e só o que me resta é ter fé que um dia o verei novamente”. Tyler Lee Long, foi encontrado no próprio quarto, enforcado. Nascido em 25 de Abril de 1992, falecido em 17 de outubro de 2009, com 17 anos.
A depressão grave é para o suicídio o que a baixa autoestima é para a depressão. A baixa autoestima pode ser considerada a gênese de todo transtorno e está em primeiro lugar no grupo de fatores etiológicos da depressão. Por isso, decidi abordar este tema.
A autoestima diz respeito ao sentimento, apreço e consideração que uma pessoa tem por si mesma; Ela é conseqüência do autoconceito, que é formado a partir das nossas experiências sociais; Sendo assim, torna-se produto da fração entre o êxito percebido e suas pretensões,. Quando o êxito percebido é igual ao que acredita que é o ideal, ele é reforçado, mas diminui quando as aspirações são maiores que o sucesso obtido;
Os sucessos e fracassos, belezas e feiuras, alegrias e tristezas, potencialidades e incapacidades fazem parte da realidade antagônica de todo indivíduo.
Ninguém é todo perfeito, ninguém é só virtude, ninguém é só defeito.
Mas por mais consciência que tenha de minhas virtudes, olhando-me ao espelho, o que vejo?
O reflexo que vejo determina os meus sentimentos, pensamentos e comportamentos no mundo.
Era aniversário de Davi e apesar de eu adorar uma rasteirinha, ou um sapatinho baixo, fui trabalhar com uma roupinha melhor e um saltinho, afinal, ou eu voltava pra casa pra trocar de roupa ou eu trabalharia na ornamentação da festinha, que fora planejada com tanto amor...
Pra onde essa menina vai com esta roupa? Perguntou sarcasticamente a minha ex chefe, rindo em demasia da menina (eu) que acabara de sair de sua sala, ainda ouvindo os risos e gargalhadas dela e das subordinadas, enquanto caminhava pelo corredor. Eu sabia que se tratava de mim, mas eu só pensava em como meu filho ficaria feliz com aquela festa, depois, gostei de ouvir aquilo, ao menos questionei a mim mesma: se eu estivesse no lugar delas, eu estaria rindo? Será que eu riria só por educação?
Duas questões me ocorrem diante do discurso deste pai e desta pequena lembrança: primeiro, qual é a medida da minha crueldade comigo mesma? Em seguida, quão cruel eu tenho sido com os outros?
Curtam aí, pelo bem da autoestima!
Rossana F. Refosco

3 de maio de 2017

A tristeza adoece o corpo


Ainda nos primeiros capítulos da obra clássica 'O pequeno príncipe', a narrativa de Saint Exupery, conta sobre a existência de uma planta chamada Baobá; trata-se de sementes terríveis, tão destrutivas, que poderiam dar fim ao planeta daquele principezinho. "... Um baobá, se a gente custa a descobri-lo, nunca mais se livra dele. [...] E se o planeta é pequeno e os baobás são numerosos, o planeta acaba rachando. [...] É preciso que a gente se conforme em arrancar regularmente os baobás logo que se distingam das roseiras, com os quais muito se parecem quando pequenos... pois quando crescem, são uma catástrofe".
Se no âmbito psicológico eu pudesse dar nome à tristeza, eu daria Baobá... É preciso arrancá-la de dentro de nós antes que convide outros amigos (medo, pensamentos negativos, ansiedade) e cresça. Não! A tristeza não é uma patologia, todavia, é preciso que estejamos atentos à frequência com que ela se manifesta, às razões pelas quais aparecem e como nos comportamos quando ela está presente. A tristeza de um modo ou de outro, adoece o corpo. Encaro a tristeza como uma reação natural, porém, um estado de espírito que deve ser passageiro e resolvido, claro, de acordo com as condições devidas. Não é natural ficar feliz ao perder um emprego, porém A TRISTEZA ADOECE O CORPO. Não é comum ser assaltado e se alegrar, porém A TRISTEZA ADOECE O CORPO. A tristeza é uma reação momentânea, quando ela chega, nossas defesas psíquicas precisam atuar como os antibióticos fazem com as bactérias; para tanto, é preciso identificar a dor e reconhecer quais as possibilidades que temos para enfrentá-la, e, por fim recuperar o nosso estado de humor. É preciso que nos reconheçamos como sujeitos RESPONSÁVEIS, e nunca nos considerarmos como meros agentes passivos diante dos eventos estressores, a fim de evitarmos o nosso adoecimento e, consequentemente, a perda da nossa qualidade de vida.
Pensando na realidade atual do mundo (em que, segundo jornalistas, 350 milhões de pessoas estão sofrendo com depressão) elaborei uma série simples, porém de grande importância para a "podagem" de nossas folhas e extinção das sementes de baobás no solo de nosso "planeta". Certas atitudes, mesmo pequenas, podem auxiliar para que eliminemos a tristeza de dentro de nós, antes que ela cresça e seja mais difícil arrancá-la. Declaro contudo, aberta a série da semana: A TRISTEZA ADOECE O CORPO! Fiquem ligados e tenham ótimo proveito.

Rossana F. Refosco

14 de abril de 2017

19 de março de 2017

O lado

Não ousaria odiar
Quem me traiu
A traição revela os lados.
Nunca me perdoaria
Mentir ao amor.
Ando leve
Não fui eu.
E apesar,
Nunca serei.
Nunca mentirei a um amor.
É este o meu lado.


Rossana F. Refosco

Domingo

Foi um domingo feliz
E que acordei poeta
E vivi.
Ah! se vivi.
Cantei, brinquei
Escrevi versos sem lápis
E esqueci
Mas podia morrer
Porque hoje cantei
Todas as canções do disco
E fechei os olhos no banho
Sentindo a água morna escorrer...
Seja o que for
É bom...
É muito bom viver.
E me orgulhar de quem sou
E como amo
A vida com paixão!!!
Rossana F. Refosco

Num raio de sol

No sol, na manhã Areia do mar Me assentava esperando você Dourado o chão Toda luz em mim Entre o som das ondas A sua voz E no fechar dos o...