Em 1994 eu tive um sonho: Recebi um convite para ir com Ele pescar.
Aquele dia, não faço ideia da data, mas lembro que eu quis, com todas as minhas forças, fazer aquilo!
Não sabia o porquê, nem como.
Mas desde então, recordo ano após ano, esse meu “compromisso indefinido".
Não faz a menor diferença pra mim, se a criação do mundo em seis dias, foi apenas metafórica ou literal. Se foi em decorrência da grande explosão pela densidade do calor, como diz a teoria cosmológica, se Deus controla o evolucionismo e a manutenção das espécies, ou se as criou e elas se desenvolvem como planejado por Ele desde sempre.
O que sei é que o criador viu o que fez e gostou. Olhou para o homem e para a mulher, achando tudo perfeito! Uma atmosfera de paz e harmônica.
Homens feitos a sua própria imagem e semelhança.
Era lindo, mas acabou. A mentira fez-se verdade e pôs fim àquela natureza primeva.
O homem já não se parecia tanto com o criador.
Mas também, não tínhamos uma “referência oficializada”, até que, Ele mesmo, se vestiu de carne em Cristo, e finalmente apareceu para me lembrar o que é ser a imagem e semelhança de Deus, e não apenas apresentar a natureza de Deus, mas mostrar que é possível, com o perdão da redundância, voltar atrás.
Por que o chamam de salvador?
Por que Ele ainda convida pescadores de peixes a se tornarem pescadores de homens?
A resposta é simples: Porque Ele veio com a missão de RESGATAR A NOSSA IDENTIDADE ORIGINAL!
Pescar homens, então, quer dizer lembrar a toda humanidade que temos uma natureza que foi perdida e que, em Cristo, podemos voltar a ser a imagem e semelhança de Deus.
Sem medos, sem rancores, sem ódio, sem traumas, sem ganância, sem preconceito ou injustiça, tendo sempre a possibilidade de agir diferente, de começar outra vez...
Pescar homens é, portanto, a entrega deste convite que um dia aceitei. Um convite ao arrependimento, retorno, reinício.
Tem gente que pensa que criança não sabe o que quer.
Pois eu afirmo que ainda quero, desde os meus nove anos, pescar gente, ainda quero convidá-los a resgatar o seu mais puro eu, experimentando contudo,uma PAZ que excede toda compreensão, além de uma alegria sem igual, de saber que sempre que me distanciar daquela criança, terei em todas as minhas manhãs, uma nova chance de voltar,de preparar a linha, as redes, o anzol, as iscas, subir na canoa e pescar.
Por sinal, dizem os pescadores, que bom mesmo é pescar, antes do nascer do sol.
“ Venham a mim, e eu vos farei pescadores de homens”. Cristo
Rossana F. Refosco
"Eu tentarei tocar o mundo como Você tocou a minha vida. Eu quero ser Tuas mãos, eu quero ser Teus pés. Eu irei aonde Você me mandar". A.A.
15 de abril de 2019
15 de março de 2019
Despedida
Veio serena mas não tranquila
A sensação de ouvir quem chama
Me pôs saudade apertando o peito
Te procurei como quem ama
Quis te fazer saber do meu amor
Do meu perdão...
Da paz que tive esse tempo longe
De como tudo me fora bom
De como Ele me fizera Sua
E me fizera esticar os pés
Pra me empurrar no balanço
Com um frio na barriga me fez criança
E te dizer como tudo correu tão bem...
Sem saber que era despedida, voltei
Talvez só pra guardar sua voz aqui comigo
Pra me lembrar como eras bom
De generosidade eras vestido
E calçava os pés em um terno amor
Ah! Sonhador!
Como tive medo de você sair
E não se despedir
Como um dia eu fiz
Aquilo me inquietou a alma
E já não pude mais dormir
Sem antes te reencontrar
Tens agora em teus braços o descanso
Na presença daquEle por quem tanto espero
Se por um acaso Ele também te empurrar num balanço,
Estica os pés que teu corpo vai mais longe.
A memória de 14.03.2019
15.03.2019, 00:00h
Rossana F. Refosco
3 de março de 2019
Deus é amor
A vontade do meu coração
É fazer o que é JUSTO
É fazer o que é BOM
Dia a dia seguindo
Os seus passos
Olhando você vivendo o amor
Mesmo assim, seguindo você
Estou longe de ser como és
Mas serei o melhor de mim
Estarei em Ti
Enquanto viver
Seguirei seus passos no amor
Vencendo no amor
Deus é amor!
"Se eu não tiver amor,
De nada me valerá"...
nota: G
02.03.2019
Rossana F. Refosco
É fazer o que é JUSTO
É fazer o que é BOM
Dia a dia seguindo
Os seus passos
Olhando você vivendo o amor
Mesmo assim, seguindo você
Estou longe de ser como és
Mas serei o melhor de mim
Estarei em Ti
Enquanto viver
Seguirei seus passos no amor
Vencendo no amor
Deus é amor!
"Se eu não tiver amor,
De nada me valerá"...
nota: G
02.03.2019
Rossana F. Refosco
28 de fevereiro de 2019
Uma vida inteira num só Janeiro
Hesitei em escrever acerca do meu Janeiro durante esses dois meses, mas devido a intensidade com a qual a vida vem acontecendo, temo perdê-lo por entre minhas idas e vindas, linhas, livros e leituras e experiências vividas das quais quero lembrar diariamente e me alegrar.
Parece qui vivi uma vida inteira em apenas um mês.
E começo meus relatos esquecendo um pouco do meu corpo, na sensação de que minha alma cresce a cada pendalada do relógio marcando o fim do dia daquela igreja que não ouço onde fica e de todos nós, seus vizinhos.
Eu alimentei esperanças no fim de 2018.
E a abertura do meu ano novo foi com um 'NÃO'.
Costumo lembrar de algumas vezes na minha vida, em que eu me feri, alguém estendeu a mão pra mim e, ao invés de me puxar, me soltou. Algumas pessoas acreditam que é mais salutar cair do que ficar pendurada à beira do abismo. De fato, eu não sei.
O que sei é que um 'NÃO' de Deus, será sempre muito bem vindo, porque confio nEle e, certamente, Ele haverá de ter razão.
Talvez eu tenha crescido espiritualmente esse mês, o que eu não cresci em anos. Foram 31 dias intensos.
Debrucei-me, diariamente, sobre o Guia de Estudo de Max Lucado sobre alguns personagens bíblicos.
Engraçado que passei um longo período de minha caminhada criticando cruelmente este escritor e agora estou aqui, novamente apaixonada.
Vivemos entre tapas e beijos, mas não posso deixar de declarar esse antigo novo romance.
Max me inspirou demais.
Me fez relembrar episódios que esquecera e acrescentar riqueza de detalhes na composição de nossa interpretação a três.
Por exemplo, a vida de NOÉ traz à minha memória que foi tudo planejado perfeitamente com o foco no CUIDADO de Deus e apesar da espera, tudo acontece no tempo certo. Sua história também ensina, que eu posso ser um raminho do oliveira para o mundo.
JÓ também foi uma personalidade extraordinária, me evocou sentimentos e sensações riquíssimas.
A principal verdade que aprendi com Jó e com Max, foi que as vezes falar é violar o momento. Também aprendi que quando eu estiver em alto mar e der um temporal, eu preciso olhar para um lugar fixo, que não esteja sendo atingido pelos ventos.
O que dizer de JACÓ? O que levou Deus a abençoar um típico canalha? A questão é que Deus tem a visão COMPLETA. Eu só vejo em partes. Ele vê o que uma pessoa pode se tornar muito mais do que o que ela é. Jacó me diz o que a lagarta declara antes de se tornar borboleta. Escute: NEle, todas as coisas são possíveis. Todas as transformações cabem.
E MOISÉS? Apesar de ter sido criado com todas as regalias do palácio e ter tido sua formação nas melhores escolas do Egito, sabia de onde era o sangue que corria pelas suas veias. E se posicionou em prol da justiça e em defesa do povo que ele decidiu chamar SEU. Não ficou em dúvida do que queria: Bom, deixe-me ver se quero ser escravo ou príncipe. Ele se identificou com quem ele era: um HEBREU. Quem mais poderia libertar aquele povo se não alguém que tivesse vivido dos dois lados?
"Só quem viveu a ditadura, sabe o valor do carnaval". Ele foi um grande líder.
Meus fins de semana foram à companhia do Talmidim, de Ed René Kivitz,o autor aborda a vida de Jesus. É a segunda vez que leio, mas não o fiz registrando. O que mais marcou esse mês foi o relato acerca da transformação do SER dos discípulos e a existência de uma DISTÂNCIA ONTOLÓGICA,que corresponde a uma grande lacuna do SER entre Cristo e eu. Como se fosse um ser humano e um boneco de pano.
O autor ressalta que o maior pecado da humanidade não é o fazer, mas o SER.Todavia minha obediência ao mestre me transformará em um ser como ele.
Além dessa relação com Max, Ed e os personagens nos quais me debrucei, achei de me aventurar sob os ramos da "Fé cidadã", de Carlos Bezerra Jr. Em quatro dias devorei essa obra, que trouxe à tona a importância de olhar também para aquilo que não é eterno. Mostra a igreja com uma responsabilidade social importante. Critica a bancada evangélica que visa meramente os próprios interesses de suas comunidades e não têm interesse pela justiça. Acrescenta que o crescimento da violência está de maneira proporcional ao crescimento das igrejas evangélicas no Brasil. Afirma que os interesses dos cristãos na política não podem ser eclesiásticos, mas focados nos interesses do povo. Ainda apresenta a presença de políticas públicas como prioridade na agenda de Deus e convida os cristãos a se envolverem com os negócios do reino de Deus.
Li também a obra de Tolstói, "O reino de Deus está em vós".
É uma obra encantadora! Palavra alguma escrita vai traduzir a implosão que ele causou no meu interior.
Faço acepção de autores e insisto em dizer que este é, sem medo de errar, o meu escritor número um.
Na verdade, ainda estou digerindo este livro, porque ele foi escrito antes da Primeira Guerra Mundial. Senti como se tivesse sido uma revelação para aquele tempo, e as revelações de Deus muitas vezes não são levadas em conta, no modo prevenção.
Tolstói cita as verdades bíblicas o tempo inteiro, argumentando para céticos, cristãos, estudiosos de seu tempo, uma interpretação que precisava ser levada a sério naquela ocasião. Defendia piamente a não resistência ao mal pela violência. É terminantemente contra as forças armadas e percebe a hipocrisia cristã por causa da contradição que é servir a Deus e ao exército.
Mostra o absurdo que é o padre dar a extrema unção para vítimas de pena de morte. Rezar pedindo a Deus que abençoe as almas dos camponeses rebeldes, que em defesa de suas famílias, são mortos cruelmente pelos soldados mandados pelos grandes empresários milionários, que destroem suas terras, para ter um simples café da manhã nos melhores restaurantes de Paris, para a manutenção de suas ganâncias. Para o autor, o pior papel é do soldado, aquele que mata de dia e que acaricia seu filho de noite. Se submete ao domínio do exercito, que mata inocentes durante a semana, mas domingo está na missa. Ele não entende como um cristão consegue servir a sua pátria e acreditar que assim está cumprindo o seu papel na sociedade. Para ele, o papel principal do estado é calar a consciência humana e infiltrar pensamentos de que seu papel é proteger e servir o seu país.
Interessante é como essas páginas são atuais. Como elas expressam o retrato da justiça negada aos mais fracos e a igreja estando aliada com o governo e com os interesses dos mais fortes.
Tolstói faz grifos o tempo todo, como um grande incômodo que ele tem de saber que o que é preciso fazer é seguir os ensinamentos de Cristo, que se contrapõem com os interesses do estado, da elite. Os soldados são relatados como pessoas SEM ALMA, cujas consciências foram caladas, emudecidas. Que apenas obedecem às ordens de cima e não dão espaço à piedade.
O livro é um espetáculo impossível de expressar. E nem é uma tradução de Rubens Figueiredo.
Por fim, o discurso de Tolstói se encerra com um apelo incessante para o resgate da consciência de que o reino de Deus está em nós, e questiona: O que acontecerá à humanidade se cada um de nós realizar o que Deus lhe pede por meio da consciência que está em nós?
Ele abre e fecha o livro com palavras ditas por Cristo e Paulo: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". (Jo 8,32) "E não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode destruir a alma e o corpo" (Mt. 10,28) "Alguém pagou alto pelo nosso resgate; não vos torneis escravos dos homens". (I Cor 7,23)
O Evangelho tem um sentido especial depois da leitura aprofundada de Liev Tolstói.
Findei assim meu janeiro, bebendo dessa fonte e transbordando n'alma o sabor desta água viva. ;)
Imagem: https://wallhere.com/pt/wallpaper/1182897
Rossana F. Refosco
Parece qui vivi uma vida inteira em apenas um mês.
E começo meus relatos esquecendo um pouco do meu corpo, na sensação de que minha alma cresce a cada pendalada do relógio marcando o fim do dia daquela igreja que não ouço onde fica e de todos nós, seus vizinhos.
Eu alimentei esperanças no fim de 2018.
E a abertura do meu ano novo foi com um 'NÃO'.
Costumo lembrar de algumas vezes na minha vida, em que eu me feri, alguém estendeu a mão pra mim e, ao invés de me puxar, me soltou. Algumas pessoas acreditam que é mais salutar cair do que ficar pendurada à beira do abismo. De fato, eu não sei.
O que sei é que um 'NÃO' de Deus, será sempre muito bem vindo, porque confio nEle e, certamente, Ele haverá de ter razão.
Talvez eu tenha crescido espiritualmente esse mês, o que eu não cresci em anos. Foram 31 dias intensos.
Debrucei-me, diariamente, sobre o Guia de Estudo de Max Lucado sobre alguns personagens bíblicos.
Engraçado que passei um longo período de minha caminhada criticando cruelmente este escritor e agora estou aqui, novamente apaixonada.
Vivemos entre tapas e beijos, mas não posso deixar de declarar esse antigo novo romance.
Max me inspirou demais.
Me fez relembrar episódios que esquecera e acrescentar riqueza de detalhes na composição de nossa interpretação a três.
Por exemplo, a vida de NOÉ traz à minha memória que foi tudo planejado perfeitamente com o foco no CUIDADO de Deus e apesar da espera, tudo acontece no tempo certo. Sua história também ensina, que eu posso ser um raminho do oliveira para o mundo.
JÓ também foi uma personalidade extraordinária, me evocou sentimentos e sensações riquíssimas.
A principal verdade que aprendi com Jó e com Max, foi que as vezes falar é violar o momento. Também aprendi que quando eu estiver em alto mar e der um temporal, eu preciso olhar para um lugar fixo, que não esteja sendo atingido pelos ventos.
O que dizer de JACÓ? O que levou Deus a abençoar um típico canalha? A questão é que Deus tem a visão COMPLETA. Eu só vejo em partes. Ele vê o que uma pessoa pode se tornar muito mais do que o que ela é. Jacó me diz o que a lagarta declara antes de se tornar borboleta. Escute: NEle, todas as coisas são possíveis. Todas as transformações cabem.
E MOISÉS? Apesar de ter sido criado com todas as regalias do palácio e ter tido sua formação nas melhores escolas do Egito, sabia de onde era o sangue que corria pelas suas veias. E se posicionou em prol da justiça e em defesa do povo que ele decidiu chamar SEU. Não ficou em dúvida do que queria: Bom, deixe-me ver se quero ser escravo ou príncipe. Ele se identificou com quem ele era: um HEBREU. Quem mais poderia libertar aquele povo se não alguém que tivesse vivido dos dois lados?
"Só quem viveu a ditadura, sabe o valor do carnaval". Ele foi um grande líder.
Meus fins de semana foram à companhia do Talmidim, de Ed René Kivitz,o autor aborda a vida de Jesus. É a segunda vez que leio, mas não o fiz registrando. O que mais marcou esse mês foi o relato acerca da transformação do SER dos discípulos e a existência de uma DISTÂNCIA ONTOLÓGICA,que corresponde a uma grande lacuna do SER entre Cristo e eu. Como se fosse um ser humano e um boneco de pano.
O autor ressalta que o maior pecado da humanidade não é o fazer, mas o SER.Todavia minha obediência ao mestre me transformará em um ser como ele.
Além dessa relação com Max, Ed e os personagens nos quais me debrucei, achei de me aventurar sob os ramos da "Fé cidadã", de Carlos Bezerra Jr. Em quatro dias devorei essa obra, que trouxe à tona a importância de olhar também para aquilo que não é eterno. Mostra a igreja com uma responsabilidade social importante. Critica a bancada evangélica que visa meramente os próprios interesses de suas comunidades e não têm interesse pela justiça. Acrescenta que o crescimento da violência está de maneira proporcional ao crescimento das igrejas evangélicas no Brasil. Afirma que os interesses dos cristãos na política não podem ser eclesiásticos, mas focados nos interesses do povo. Ainda apresenta a presença de políticas públicas como prioridade na agenda de Deus e convida os cristãos a se envolverem com os negócios do reino de Deus.
Li também a obra de Tolstói, "O reino de Deus está em vós".
É uma obra encantadora! Palavra alguma escrita vai traduzir a implosão que ele causou no meu interior.
Faço acepção de autores e insisto em dizer que este é, sem medo de errar, o meu escritor número um.
Na verdade, ainda estou digerindo este livro, porque ele foi escrito antes da Primeira Guerra Mundial. Senti como se tivesse sido uma revelação para aquele tempo, e as revelações de Deus muitas vezes não são levadas em conta, no modo prevenção.
Tolstói cita as verdades bíblicas o tempo inteiro, argumentando para céticos, cristãos, estudiosos de seu tempo, uma interpretação que precisava ser levada a sério naquela ocasião. Defendia piamente a não resistência ao mal pela violência. É terminantemente contra as forças armadas e percebe a hipocrisia cristã por causa da contradição que é servir a Deus e ao exército.
Mostra o absurdo que é o padre dar a extrema unção para vítimas de pena de morte. Rezar pedindo a Deus que abençoe as almas dos camponeses rebeldes, que em defesa de suas famílias, são mortos cruelmente pelos soldados mandados pelos grandes empresários milionários, que destroem suas terras, para ter um simples café da manhã nos melhores restaurantes de Paris, para a manutenção de suas ganâncias. Para o autor, o pior papel é do soldado, aquele que mata de dia e que acaricia seu filho de noite. Se submete ao domínio do exercito, que mata inocentes durante a semana, mas domingo está na missa. Ele não entende como um cristão consegue servir a sua pátria e acreditar que assim está cumprindo o seu papel na sociedade. Para ele, o papel principal do estado é calar a consciência humana e infiltrar pensamentos de que seu papel é proteger e servir o seu país.
Interessante é como essas páginas são atuais. Como elas expressam o retrato da justiça negada aos mais fracos e a igreja estando aliada com o governo e com os interesses dos mais fortes.
Tolstói faz grifos o tempo todo, como um grande incômodo que ele tem de saber que o que é preciso fazer é seguir os ensinamentos de Cristo, que se contrapõem com os interesses do estado, da elite. Os soldados são relatados como pessoas SEM ALMA, cujas consciências foram caladas, emudecidas. Que apenas obedecem às ordens de cima e não dão espaço à piedade.
O livro é um espetáculo impossível de expressar. E nem é uma tradução de Rubens Figueiredo.
Por fim, o discurso de Tolstói se encerra com um apelo incessante para o resgate da consciência de que o reino de Deus está em nós, e questiona: O que acontecerá à humanidade se cada um de nós realizar o que Deus lhe pede por meio da consciência que está em nós?
Ele abre e fecha o livro com palavras ditas por Cristo e Paulo: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". (Jo 8,32) "E não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode destruir a alma e o corpo" (Mt. 10,28) "Alguém pagou alto pelo nosso resgate; não vos torneis escravos dos homens". (I Cor 7,23)
O Evangelho tem um sentido especial depois da leitura aprofundada de Liev Tolstói.
Findei assim meu janeiro, bebendo dessa fonte e transbordando n'alma o sabor desta água viva. ;)
Imagem: https://wallhere.com/pt/wallpaper/1182897
Rossana F. Refosco
6 de janeiro de 2019
Temporal
"Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião.
Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.
Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião".
Salmos 137:1-3
Eu não fiz planos para pendurar a minha harpa e encostar-me num recanto qualquer.
Mas quando vem um temporal, os guarda-chuvas não conseguem deter os ventos.
E quando nessa ventania não se encontra nenhum abrigo, nos resta sentarmos ensopados mesmo em algum lugar e esperar...
Esperar sem saber quanto tempo ficaremos molhados, esperar sem pensar que o sol poderá se esconder; esperar sem lembrar que um resfriado poderá nos sobrevir ou mesmo sem imaginar se sobreviveremos.
Não sei se breve ou tarde, mas chegará o dia em que passarei um pano na minha velha harpa mofada e a tocarei sob os quentes raios do sol!
Sim! Este mesmo sol que secará as minhas vestes, anunciando que um novo dia chegou.
E, enquanto ele não vem, vou descobrir um jeito de, mesmo com as gotas da chuva escorrendo sobre o meu rosto e encharcando os meus cabelos, lembrar do sol e parar de olhar para estas nuvens carregadas de água que estão em minha frente.
31/12/2018
Rossana F. Refosco
Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.
Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião".
Salmos 137:1-3
Eu não fiz planos para pendurar a minha harpa e encostar-me num recanto qualquer.
Mas quando vem um temporal, os guarda-chuvas não conseguem deter os ventos.
E quando nessa ventania não se encontra nenhum abrigo, nos resta sentarmos ensopados mesmo em algum lugar e esperar...
Esperar sem saber quanto tempo ficaremos molhados, esperar sem pensar que o sol poderá se esconder; esperar sem lembrar que um resfriado poderá nos sobrevir ou mesmo sem imaginar se sobreviveremos.
Não sei se breve ou tarde, mas chegará o dia em que passarei um pano na minha velha harpa mofada e a tocarei sob os quentes raios do sol!
Sim! Este mesmo sol que secará as minhas vestes, anunciando que um novo dia chegou.
E, enquanto ele não vem, vou descobrir um jeito de, mesmo com as gotas da chuva escorrendo sobre o meu rosto e encharcando os meus cabelos, lembrar do sol e parar de olhar para estas nuvens carregadas de água que estão em minha frente.
31/12/2018
Rossana F. Refosco
Sozinha
Castanhas, pistaches, frutas secas, panetones, presentes e comidas diversas: arroz (com as odiadas e excluídas uvas passas) Chester, tender... apesar de tradicional, juro que ouço as mesmas perguntas todo ano!
O Chester é a galinha ou o porco?
Eu penso que chester devia ser o porco, porque aquele frango grande a gente come o filhote todo dia e chamamos galinha. Mas deixa estar, é muita tradição pra polemizar.
Enfim até os nomes são apetitosos e sabe-se lá por quê...
Não quero ser uma observadora chata mais um ano ( já sendo) por isso me fartei do “melhor” dessa festa.
E, de fato, foi maravilhoso o jantar natalino.
Jesus?!?
Não sei porque eu não consigo pensar nEle neste dia!
Eu me esforço demais e depois acho que senti-lo é sentir a sua leveza. Aí desisto e vou comer com a galera.
Eu não vejo Jesus na fartura, vejo na fome. Não vejo Cristo na árvore de Natal repleta de enfeites, vejo numa raiz que cresce mesmo no meio de um chão rachado...
Confesso que às vezes me acho idiota (sempre).
E penso: que mania de pobre do caramba! Essa gente que usa anel de tucum é assim! Juro que não sou comunista!
Aí olho pro meu dedo esquerdo com o anel preto e respondo: eu vou ficar em casa mesmo, queria ficar sozinha!
Mas ninguém entende que é quando entro em meu quarto e fecho a porta que faz sentido o Natal.
26.12.2019
Rossana F. Refosco
O Chester é a galinha ou o porco?
Eu penso que chester devia ser o porco, porque aquele frango grande a gente come o filhote todo dia e chamamos galinha. Mas deixa estar, é muita tradição pra polemizar.
Enfim até os nomes são apetitosos e sabe-se lá por quê...
Não quero ser uma observadora chata mais um ano ( já sendo) por isso me fartei do “melhor” dessa festa.
E, de fato, foi maravilhoso o jantar natalino.
Jesus?!?
Não sei porque eu não consigo pensar nEle neste dia!
Eu me esforço demais e depois acho que senti-lo é sentir a sua leveza. Aí desisto e vou comer com a galera.
Eu não vejo Jesus na fartura, vejo na fome. Não vejo Cristo na árvore de Natal repleta de enfeites, vejo numa raiz que cresce mesmo no meio de um chão rachado...
Confesso que às vezes me acho idiota (sempre).
E penso: que mania de pobre do caramba! Essa gente que usa anel de tucum é assim! Juro que não sou comunista!
Aí olho pro meu dedo esquerdo com o anel preto e respondo: eu vou ficar em casa mesmo, queria ficar sozinha!
Mas ninguém entende que é quando entro em meu quarto e fecho a porta que faz sentido o Natal.
26.12.2019
Rossana F. Refosco
13 de dezembro de 2018
Fred e Floquinho
Numa cidade bem pequena
Havia uma família unida
A mãe se chamava Helena
E seus filhos: Fred e Matilda
O pai era o seu Mariz
Muito forte e corajoso
Matilda era feliz
E Fred mui generoso
Matilda fez uma prova
E teve de se mudar
Para a cidade nova
Ela viajou para morar
Fred ficou muito triste
Ao 'perder' sua companhia
"É a melhor irmã que existe"
A ela assim se referia
Sua mãe percebeu que a tristeza
Invadia o coração de Fred
Para ele falou com firmeza:
Fique alegre, você consegue!
Mesmo com estas palavras
Ditas com todo carinho
Fred quase não falava
Pois se sentia sozinho
Dona Helena abriu a porta e saiu
Em busca de uma surpresa
No cantinho do peito sentiu:
Vai ser bom com certeza!
Ela estava pensando
No que para o filho faria
E sempre imaginando
Como lhe agradaria
Assim uma ideia surgiu
De adotar um cachorrinho
A tristeza dela se esvaiu
E foi contente pelo caminho
Fred em seu quarto entrou
E algo aconteceu
No videogame ficou
Até quando escureceu
Ele se amarrou no jogo
Não queria mais nada fazer
Sua mãe lhe deu o cachorro
Mas não pôde nem perceber
Fred estava ocupado
E o 'Fofinho' em seus pés dormia
Sempre estava atrasado
E esquecia as tarefas do dia
Seu Mariz e dona Helena
Tiveram uma ideia ótima
Pegaram uma chave pequena
Desligaram a luz lá de cima
O quarto de Fred apagou
E ele ficou sem energia
O videogame desligou
E perdeu de novo a alegria
Mas o cãozinho encostava
O focinho no seu pé
Fred sem querer brincava
E dizia: aqui no outro chulé!
Eles ficaram amigos
Brincaram a tarde inteira
Cócegas e muitos sorrisos
Brincaram de cobra rasteira
Fred se deitava no chão
E o cãozinho lambia sua orelha
Fred ria de montão
Depois apareceu uma abelha
O menino ficou assustado
Mas o cãozinho metido a corajoso
Da abelha correu desesperado
E Fred gargalhava do medroso
Depois que riu até se cansar
Fred de uma coisa lembrou
Um nome ao cãozinho precisava dar
Olhou pra ele e pensou...
Seu nome será Floquinho
Porque você é bem branquinho
Falou isso bagunçando seu pelinho
Do videogame esqueceu rapidinho
A luz do quarto voltou
Mas Fred nem se lembrou
Pois com Floquinho brincava
No chão com ele rolava
E era tanta alegria
Que de repente um dia
Sua irmã se formou
E para casa voltou...
A família estava completa
Todos tinham grande carinho
Fred, sua irmã predileta
e seus pais amavam Floquinho
Rossana F. Refosco
Havia uma família unida
A mãe se chamava Helena
E seus filhos: Fred e Matilda
O pai era o seu Mariz
Muito forte e corajoso
Matilda era feliz
E Fred mui generoso
Matilda fez uma prova
E teve de se mudar
Para a cidade nova
Ela viajou para morar
Fred ficou muito triste
Ao 'perder' sua companhia
"É a melhor irmã que existe"
A ela assim se referia
Sua mãe percebeu que a tristeza
Invadia o coração de Fred
Para ele falou com firmeza:
Fique alegre, você consegue!
Mesmo com estas palavras
Ditas com todo carinho
Fred quase não falava
Pois se sentia sozinho
Dona Helena abriu a porta e saiu
Em busca de uma surpresa
No cantinho do peito sentiu:
Vai ser bom com certeza!
Ela estava pensando
No que para o filho faria
E sempre imaginando
Como lhe agradaria
Assim uma ideia surgiu
De adotar um cachorrinho
A tristeza dela se esvaiu
E foi contente pelo caminho
Fred em seu quarto entrou
E algo aconteceu
No videogame ficou
Até quando escureceu
Ele se amarrou no jogo
Não queria mais nada fazer
Sua mãe lhe deu o cachorro
Mas não pôde nem perceber
Fred estava ocupado
E o 'Fofinho' em seus pés dormia
Sempre estava atrasado
E esquecia as tarefas do dia
Seu Mariz e dona Helena
Tiveram uma ideia ótima
Pegaram uma chave pequena
Desligaram a luz lá de cima
O quarto de Fred apagou
E ele ficou sem energia
O videogame desligou
E perdeu de novo a alegria
Mas o cãozinho encostava
O focinho no seu pé
Fred sem querer brincava
E dizia: aqui no outro chulé!
Eles ficaram amigos
Brincaram a tarde inteira
Cócegas e muitos sorrisos
Brincaram de cobra rasteira
Fred se deitava no chão
E o cãozinho lambia sua orelha
Fred ria de montão
Depois apareceu uma abelha
O menino ficou assustado
Mas o cãozinho metido a corajoso
Da abelha correu desesperado
E Fred gargalhava do medroso
Depois que riu até se cansar
Fred de uma coisa lembrou
Um nome ao cãozinho precisava dar
Olhou pra ele e pensou...
Seu nome será Floquinho
Porque você é bem branquinho
Falou isso bagunçando seu pelinho
Do videogame esqueceu rapidinho
A luz do quarto voltou
Mas Fred nem se lembrou
Pois com Floquinho brincava
No chão com ele rolava
E era tanta alegria
Que de repente um dia
Sua irmã se formou
E para casa voltou...
A família estava completa
Todos tinham grande carinho
Fred, sua irmã predileta
e seus pais amavam Floquinho
Rossana F. Refosco
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Num raio de sol
No sol, na manhã Areia do mar Me assentava esperando você Dourado o chão Toda luz em mim Entre o som das ondas A sua voz E no fechar dos o...
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“Bom é estarmos aqui!” É isso que dizem todos os que experimentam a presença de Deus. É agradável estar com Ele, ouvir Sua voz, Sua respost...
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No sol, na manhã Areia do mar Me assentava esperando você Dourado o chão Toda luz em mim Entre o som das ondas A sua voz E no fechar dos o...
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Nada vai me separar do teu amor Nemmesmo a dor me fará esquecer Você deixou em mim alguém Fez do meu coração a sua casa Estás em mim pra sem...

