Com as asas a bater
Distante espio o teu voar
Hílare liberdade
Rossana F. Refosco
Imagem: Théodore Géricault; O beijo; 1822.
"Eu tentarei tocar o mundo como Você tocou a minha vida. Eu quero ser Tuas mãos, eu quero ser Teus pés. Eu irei aonde Você me mandar". A.A.
29 de maio de 2015
20 de maio de 2015
Vida e poesia
De cada sentido, um poema;
À existência, uma rosa;
Meu verso e reverso em prosa.
Rossana F. Refosco
Imagem: Pablo Picasso; The Weeping Woman; 1937
À existência, uma rosa;
Meu verso e reverso em prosa.
Rossana F. Refosco
Imagem: Pablo Picasso; The Weeping Woman; 1937
19 de maio de 2015
Indagação
Tiveste tantas mulheres
Vistosas, belas, célebres
O que de mim queres?
Rossana F. Refosco
imagem: As senhoritas de Avignon”; Picasso; 1907
Vistosas, belas, célebres
O que de mim queres?
Rossana F. Refosco
imagem: As senhoritas de Avignon”; Picasso; 1907
14 de maio de 2015
Da maçã
Perto
Ao certo
Pra atravessar;
Longe
Aonde?
Esconde
Pra olhar;
Maduro
Seguro
Conjuro?
Empurro
Pra lá;
Anelo
Singelo
Apelo
o elo?
(...)
Pra cá
Tão cedo
Insistes assim em ficar?
Rossana F. Refosco
Imagem: Théodore Géricault; Torse d'homme de profil, le bras droit levé; 1812;
Ao certo
Pra atravessar;
Longe
Aonde?
Esconde
Pra olhar;
Maduro
Seguro
Conjuro?
Empurro
Pra lá;
Anelo
Singelo
Apelo
o elo?
(...)
Pra cá
Tão cedo
Insistes assim em ficar?
Rossana F. Refosco
Imagem: Théodore Géricault; Torse d'homme de profil, le bras droit levé; 1812;
8 de maio de 2015
Soneto fúnebre
Cessou-se a existência terrena
Entrego-te, ó chão, o corpo
Pó ao pó, cinza à cinza, drena
O espírito, Deus o tenha morto;
Eis calado, o ponto final
Que dá morte à esperança
Axiomática e fatal
Sepultamento da aliança;
Quão grande perda que ao funeral se estende
Pôr sobre o amor a terra do afã
Mas sobre ti, ponho o jasmim
Deitando a força, a verdade sã
Por quem me mata, a lealdade
Porque quem ama, ama até o fim;
Rossana F. Refosco
Imagem: Edvard Munch; séparation; 1896
Entrego-te, ó chão, o corpo
Pó ao pó, cinza à cinza, drena
O espírito, Deus o tenha morto;
Eis calado, o ponto final
Que dá morte à esperança
Axiomática e fatal
Sepultamento da aliança;
Quão grande perda que ao funeral se estende
Pôr sobre o amor a terra do afã
Mas sobre ti, ponho o jasmim
Deitando a força, a verdade sã
Por quem me mata, a lealdade
Porque quem ama, ama até o fim;
Rossana F. Refosco
Imagem: Edvard Munch; séparation; 1896
6 de maio de 2015
À languidez:
Não há mais desejo.
A saudade é magra, e resta
O bem querer.
Ah!
Quando vir-te fausto,
Ultrajada d'espanto,
Escória e vergonha.
Realidade vil, enfadonha
Ouvirei outra vez, a voz do desprezo.
Mas melhor não seria
Ao certo odiá-lo
Ignóbil o teria
Se o amor não o pudesse valer.
Rossana F. Refosco
Imagem: O massacre dos Inocentes (série bíblica); Cândido Portinari, 1943;
4 de maio de 2015
Da incondicionalidade
Sem nada a esperar
Maciço qual seixo
Inabalável amor.
Rossana F. Refosco
Imagem Edward Hopper; Des Moines Art Center;1927.
Maciço qual seixo
Inabalável amor.
Rossana F. Refosco
Imagem Edward Hopper; Des Moines Art Center;1927.
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