"Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião.
Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.
Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião".
Salmos 137:1-3
Eu não fiz planos para pendurar a minha harpa e encostar-me num recanto qualquer.
Mas quando vem um temporal, os guarda-chuvas não conseguem deter os ventos.
E quando nessa ventania não se encontra nenhum abrigo, nos resta sentarmos ensopados mesmo em algum lugar e esperar...
Esperar sem saber quanto tempo ficaremos molhados, esperar sem pensar que o sol poderá se esconder; esperar sem lembrar que um resfriado poderá nos sobrevir ou mesmo sem imaginar se sobreviveremos.
Não sei se breve ou tarde, mas chegará o dia em que passarei um pano na minha velha harpa mofada e a tocarei sob os quentes raios do sol!
Sim! Este mesmo sol que secará as minhas vestes, anunciando que um novo dia chegou.
E, enquanto ele não vem, vou descobrir um jeito de, mesmo com as gotas da chuva escorrendo sobre o meu rosto e encharcando os meus cabelos, lembrar do sol e parar de olhar para estas nuvens carregadas de água que estão em minha frente.
31/12/2018
Rossana F. Refosco
"Eu tentarei tocar o mundo como Você tocou a minha vida. Eu quero ser Tuas mãos, eu quero ser Teus pés. Eu irei aonde Você me mandar". A.A.
6 de janeiro de 2019
Sozinha
Castanhas, pistaches, frutas secas, panetones, presentes e comidas diversas: arroz (com as odiadas e excluídas uvas passas) Chester, tender... apesar de tradicional, juro que ouço as mesmas perguntas todo ano!
O Chester é a galinha ou o porco?
Eu penso que chester devia ser o porco, porque aquele frango grande a gente come o filhote todo dia e chamamos galinha. Mas deixa estar, é muita tradição pra polemizar.
Enfim até os nomes são apetitosos e sabe-se lá por quê...
Não quero ser uma observadora chata mais um ano ( já sendo) por isso me fartei do “melhor” dessa festa.
E, de fato, foi maravilhoso o jantar natalino.
Jesus?!?
Não sei porque eu não consigo pensar nEle neste dia!
Eu me esforço demais e depois acho que senti-lo é sentir a sua leveza. Aí desisto e vou comer com a galera.
Eu não vejo Jesus na fartura, vejo na fome. Não vejo Cristo na árvore de Natal repleta de enfeites, vejo numa raiz que cresce mesmo no meio de um chão rachado...
Confesso que às vezes me acho idiota (sempre).
E penso: que mania de pobre do caramba! Essa gente que usa anel de tucum é assim! Juro que não sou comunista!
Aí olho pro meu dedo esquerdo com o anel preto e respondo: eu vou ficar em casa mesmo, queria ficar sozinha!
Mas ninguém entende que é quando entro em meu quarto e fecho a porta que faz sentido o Natal.
26.12.2019
Rossana F. Refosco
O Chester é a galinha ou o porco?
Eu penso que chester devia ser o porco, porque aquele frango grande a gente come o filhote todo dia e chamamos galinha. Mas deixa estar, é muita tradição pra polemizar.
Enfim até os nomes são apetitosos e sabe-se lá por quê...
Não quero ser uma observadora chata mais um ano ( já sendo) por isso me fartei do “melhor” dessa festa.
E, de fato, foi maravilhoso o jantar natalino.
Jesus?!?
Não sei porque eu não consigo pensar nEle neste dia!
Eu me esforço demais e depois acho que senti-lo é sentir a sua leveza. Aí desisto e vou comer com a galera.
Eu não vejo Jesus na fartura, vejo na fome. Não vejo Cristo na árvore de Natal repleta de enfeites, vejo numa raiz que cresce mesmo no meio de um chão rachado...
Confesso que às vezes me acho idiota (sempre).
E penso: que mania de pobre do caramba! Essa gente que usa anel de tucum é assim! Juro que não sou comunista!
Aí olho pro meu dedo esquerdo com o anel preto e respondo: eu vou ficar em casa mesmo, queria ficar sozinha!
Mas ninguém entende que é quando entro em meu quarto e fecho a porta que faz sentido o Natal.
26.12.2019
Rossana F. Refosco
13 de dezembro de 2018
Fred e Floquinho
Numa cidade bem pequena
Havia uma família unida
A mãe se chamava Helena
E seus filhos: Fred e Matilda
O pai era o seu Mariz
Muito forte e corajoso
Matilda era feliz
E Fred mui generoso
Matilda fez uma prova
E teve de se mudar
Para a cidade nova
Ela viajou para morar
Fred ficou muito triste
Ao 'perder' sua companhia
"É a melhor irmã que existe"
A ela assim se referia
Sua mãe percebeu que a tristeza
Invadia o coração de Fred
Para ele falou com firmeza:
Fique alegre, você consegue!
Mesmo com estas palavras
Ditas com todo carinho
Fred quase não falava
Pois se sentia sozinho
Dona Helena abriu a porta e saiu
Em busca de uma surpresa
No cantinho do peito sentiu:
Vai ser bom com certeza!
Ela estava pensando
No que para o filho faria
E sempre imaginando
Como lhe agradaria
Assim uma ideia surgiu
De adotar um cachorrinho
A tristeza dela se esvaiu
E foi contente pelo caminho
Fred em seu quarto entrou
E algo aconteceu
No videogame ficou
Até quando escureceu
Ele se amarrou no jogo
Não queria mais nada fazer
Sua mãe lhe deu o cachorro
Mas não pôde nem perceber
Fred estava ocupado
E o 'Fofinho' em seus pés dormia
Sempre estava atrasado
E esquecia as tarefas do dia
Seu Mariz e dona Helena
Tiveram uma ideia ótima
Pegaram uma chave pequena
Desligaram a luz lá de cima
O quarto de Fred apagou
E ele ficou sem energia
O videogame desligou
E perdeu de novo a alegria
Mas o cãozinho encostava
O focinho no seu pé
Fred sem querer brincava
E dizia: aqui no outro chulé!
Eles ficaram amigos
Brincaram a tarde inteira
Cócegas e muitos sorrisos
Brincaram de cobra rasteira
Fred se deitava no chão
E o cãozinho lambia sua orelha
Fred ria de montão
Depois apareceu uma abelha
O menino ficou assustado
Mas o cãozinho metido a corajoso
Da abelha correu desesperado
E Fred gargalhava do medroso
Depois que riu até se cansar
Fred de uma coisa lembrou
Um nome ao cãozinho precisava dar
Olhou pra ele e pensou...
Seu nome será Floquinho
Porque você é bem branquinho
Falou isso bagunçando seu pelinho
Do videogame esqueceu rapidinho
A luz do quarto voltou
Mas Fred nem se lembrou
Pois com Floquinho brincava
No chão com ele rolava
E era tanta alegria
Que de repente um dia
Sua irmã se formou
E para casa voltou...
A família estava completa
Todos tinham grande carinho
Fred, sua irmã predileta
e seus pais amavam Floquinho
Rossana F. Refosco
Havia uma família unida
A mãe se chamava Helena
E seus filhos: Fred e Matilda
O pai era o seu Mariz
Muito forte e corajoso
Matilda era feliz
E Fred mui generoso
Matilda fez uma prova
E teve de se mudar
Para a cidade nova
Ela viajou para morar
Fred ficou muito triste
Ao 'perder' sua companhia
"É a melhor irmã que existe"
A ela assim se referia
Sua mãe percebeu que a tristeza
Invadia o coração de Fred
Para ele falou com firmeza:
Fique alegre, você consegue!
Mesmo com estas palavras
Ditas com todo carinho
Fred quase não falava
Pois se sentia sozinho
Dona Helena abriu a porta e saiu
Em busca de uma surpresa
No cantinho do peito sentiu:
Vai ser bom com certeza!
Ela estava pensando
No que para o filho faria
E sempre imaginando
Como lhe agradaria
Assim uma ideia surgiu
De adotar um cachorrinho
A tristeza dela se esvaiu
E foi contente pelo caminho
Fred em seu quarto entrou
E algo aconteceu
No videogame ficou
Até quando escureceu
Ele se amarrou no jogo
Não queria mais nada fazer
Sua mãe lhe deu o cachorro
Mas não pôde nem perceber
Fred estava ocupado
E o 'Fofinho' em seus pés dormia
Sempre estava atrasado
E esquecia as tarefas do dia
Seu Mariz e dona Helena
Tiveram uma ideia ótima
Pegaram uma chave pequena
Desligaram a luz lá de cima
O quarto de Fred apagou
E ele ficou sem energia
O videogame desligou
E perdeu de novo a alegria
Mas o cãozinho encostava
O focinho no seu pé
Fred sem querer brincava
E dizia: aqui no outro chulé!
Eles ficaram amigos
Brincaram a tarde inteira
Cócegas e muitos sorrisos
Brincaram de cobra rasteira
Fred se deitava no chão
E o cãozinho lambia sua orelha
Fred ria de montão
Depois apareceu uma abelha
O menino ficou assustado
Mas o cãozinho metido a corajoso
Da abelha correu desesperado
E Fred gargalhava do medroso
Depois que riu até se cansar
Fred de uma coisa lembrou
Um nome ao cãozinho precisava dar
Olhou pra ele e pensou...
Seu nome será Floquinho
Porque você é bem branquinho
Falou isso bagunçando seu pelinho
Do videogame esqueceu rapidinho
A luz do quarto voltou
Mas Fred nem se lembrou
Pois com Floquinho brincava
No chão com ele rolava
E era tanta alegria
Que de repente um dia
Sua irmã se formou
E para casa voltou...
A família estava completa
Todos tinham grande carinho
Fred, sua irmã predileta
e seus pais amavam Floquinho
Rossana F. Refosco
30 de novembro de 2018
A macieira
Ouvi falar a história de dois meninos
Um se chamava Dudu, o outro Chico
Eles foram criados juntos, bem unidos
Eram muito amigos até pagando mico
Tinham a mesma idade e eram vizinhos
Desde que tinham dois anos se conheciam
Brincavam sem parar, nunca andavam sozinhos
Eram felizes e todos bem percebiam
Uma vez o avô do Dudu comprou umas sementes
Então chamou o netinho como era frequente
-Dudu, venha cá, vamos plantar uma macieira?
-Vovô, espere um minuto, Chico está de bobeira
Então saiu correndo e chamou o amigo
Pra plantar a macieira com o vovô Emílio
E juntos jogaram a semente na terra macia
Molhavam quando precisava de noite ou de dia
Quando puseram a semente fizeram um trato
Cara ou coroa - jogaram a moeda no prato
Quem ganhasse comeria a primeira maçã
Assim tiraram a sorte logo de manhã
Combinaram ali que quando a macieira crescesse
A primeira fruta que o pé desse seria do tal
Mesmo que longe daquele dia estivesse
Imaginar o momento até parecia legal
Dudu ganhou o sorteio, e naquele momento
Os dois começaram a sonhar e ficar bem atentos
Cuidavam daquela plantinha com muito carinho
Desde então, todos os dias, daquele jeitinho
Cinco anos se passaram mas aquela promessa
Sempre era lembrada por estes meninos
Dudu às vezes falava que estava com pressa
Para ver a árvore grande e comer os seus frutos
Olhem como ela cresceu!
Vovô Emílio teve muito cuidado
Vejam só como floresceu!
Foi bom ter sempre ajudado
A linda primavera chegou
E a macieira cada vez mais florida
Bem pra cima Chico olhou
E avistou uma maça escondida
Lembrou-se do combinado
A maçã era do Dudu
Do seu amiguinho amado
Disfarçou olhando o céu azul
Ficou com aquele dilema
Pois a fruta parecia gostosa
Agora arranjou um problema
Porque a maçã era apetitosa
E agora? Chico pensou:
Ao Dudu eu devo mostrar?
Esticou sua mão e arrancou
Comeu tudo até terminar
Quando a maçã acabou
Chico muito triste ficou
Estava bem mal consigo
Pois foi infiel ao amigo
O trato que desde bem criança
Tinha bastante importância
Chico conseguiu quebrar
E agora, como confessar?
Ele decidiu esconder
Que comera a primeira fruta
Mas não pode conter
Que a realidade era bruta
E tudo ficou bem pior
Quando o Dudu avistou
Outra maçã bem maior
E, correndo o Chico chamou
Olha ali, Chico, aquela maçã!
Vou pegar amanhã de manhã
E não vou comer sozinho não
Vou dividir com você, amigão!
Ao ouvir dele este comentário
Chico mudou seu semblante
Sentiu-se muito arrasado
Seu olhar ficou desconcertante
Percebeu que não tinha outro jeito
E precisava confessar o que fez
Amanhã será um dia perfeito
Para assumir tudo de uma vez
E como difícil parece
Falar sobre as falhas da gente
Há coisas que não se esquece
E esconder não é nada prudente
Aquela noite foi triste
Chico quase não dormiu
A pior coisa que existe
Foi sentir o que ele sentiu
Ficou por um longo tempo
Pensando no que iria dizer
Precisa esperar o momento
Pra saber como irá resolver
Dudu na manhã seguinte
Acordou cedo, sem canseira
Foi logo fazer o convite
Ir com Chico à macieira
Já Chico estava cansado
Ficou a noite inteira acordado
Estava muito arrependido
E, por isso, bem decidido
Ele iria contar toda a verdade
Naquela mesma manhã
Sobre aquela grande maldade
De ter comido a primeira maçã
Para ele era importante confessar
Ainda que Dudu não perdoasse
O que mais queria era em paz estar
Dizer a verdade custando o que custasse
E foi isso que Chico fez naquele dia
Enquanto Dudu sua maçã dividia
Reconheceu com tristeza que não merecia
Pois a primeira maçã já comera no outro dia
E triste chorou bastante ao assumir
Reconhecendo que pior de tudo foi mentir
Para um amigo que era tão bondoso
Com quem deveria ser generoso
Emocionado com a notícia
Ouvindo tudo o que Chico fez
E impressionado com a malícia
Será que vai perdoar? Talvez.
Chico estava arrependido de verdade
E não queria perder aquela amizade
Dudu percebeu a sua aflição
E disse que lhe perdoava de coração
Então sorridentes se abraçaram
Debaixo da macieira se sentaram
E avistaram depois disso, outras maçãs
E ali brincavam todas as manhãs.
30.11.2018
Rossana F. Refosco
Um se chamava Dudu, o outro Chico
Eles foram criados juntos, bem unidos
Eram muito amigos até pagando mico
Tinham a mesma idade e eram vizinhos
Desde que tinham dois anos se conheciam
Brincavam sem parar, nunca andavam sozinhos
Eram felizes e todos bem percebiam
Uma vez o avô do Dudu comprou umas sementes
Então chamou o netinho como era frequente
-Dudu, venha cá, vamos plantar uma macieira?
-Vovô, espere um minuto, Chico está de bobeira
Então saiu correndo e chamou o amigo
Pra plantar a macieira com o vovô Emílio
E juntos jogaram a semente na terra macia
Molhavam quando precisava de noite ou de dia
Quando puseram a semente fizeram um trato
Cara ou coroa - jogaram a moeda no prato
Quem ganhasse comeria a primeira maçã
Assim tiraram a sorte logo de manhã
Combinaram ali que quando a macieira crescesse
A primeira fruta que o pé desse seria do tal
Mesmo que longe daquele dia estivesse
Imaginar o momento até parecia legal
Dudu ganhou o sorteio, e naquele momento
Os dois começaram a sonhar e ficar bem atentos
Cuidavam daquela plantinha com muito carinho
Desde então, todos os dias, daquele jeitinho
Cinco anos se passaram mas aquela promessa
Sempre era lembrada por estes meninos
Dudu às vezes falava que estava com pressa
Para ver a árvore grande e comer os seus frutos
Olhem como ela cresceu!
Vovô Emílio teve muito cuidado
Vejam só como floresceu!
Foi bom ter sempre ajudado
A linda primavera chegou
E a macieira cada vez mais florida
Bem pra cima Chico olhou
E avistou uma maça escondida
Lembrou-se do combinado
A maçã era do Dudu
Do seu amiguinho amado
Disfarçou olhando o céu azul
Ficou com aquele dilema
Pois a fruta parecia gostosa
Agora arranjou um problema
Porque a maçã era apetitosa
E agora? Chico pensou:
Ao Dudu eu devo mostrar?
Esticou sua mão e arrancou
Comeu tudo até terminar
Quando a maçã acabou
Chico muito triste ficou
Estava bem mal consigo
Pois foi infiel ao amigo
O trato que desde bem criança
Tinha bastante importância
Chico conseguiu quebrar
E agora, como confessar?
Ele decidiu esconder
Que comera a primeira fruta
Mas não pode conter
Que a realidade era bruta
E tudo ficou bem pior
Quando o Dudu avistou
Outra maçã bem maior
E, correndo o Chico chamou
Olha ali, Chico, aquela maçã!
Vou pegar amanhã de manhã
E não vou comer sozinho não
Vou dividir com você, amigão!
Ao ouvir dele este comentário
Chico mudou seu semblante
Sentiu-se muito arrasado
Seu olhar ficou desconcertante
Percebeu que não tinha outro jeito
E precisava confessar o que fez
Amanhã será um dia perfeito
Para assumir tudo de uma vez
E como difícil parece
Falar sobre as falhas da gente
Há coisas que não se esquece
E esconder não é nada prudente
Aquela noite foi triste
Chico quase não dormiu
A pior coisa que existe
Foi sentir o que ele sentiu
Ficou por um longo tempo
Pensando no que iria dizer
Precisa esperar o momento
Pra saber como irá resolver
Dudu na manhã seguinte
Acordou cedo, sem canseira
Foi logo fazer o convite
Ir com Chico à macieira
Já Chico estava cansado
Ficou a noite inteira acordado
Estava muito arrependido
E, por isso, bem decidido
Ele iria contar toda a verdade
Naquela mesma manhã
Sobre aquela grande maldade
De ter comido a primeira maçã
Para ele era importante confessar
Ainda que Dudu não perdoasse
O que mais queria era em paz estar
Dizer a verdade custando o que custasse
E foi isso que Chico fez naquele dia
Enquanto Dudu sua maçã dividia
Reconheceu com tristeza que não merecia
Pois a primeira maçã já comera no outro dia
E triste chorou bastante ao assumir
Reconhecendo que pior de tudo foi mentir
Para um amigo que era tão bondoso
Com quem deveria ser generoso
Emocionado com a notícia
Ouvindo tudo o que Chico fez
E impressionado com a malícia
Será que vai perdoar? Talvez.
Chico estava arrependido de verdade
E não queria perder aquela amizade
Dudu percebeu a sua aflição
E disse que lhe perdoava de coração
Então sorridentes se abraçaram
Debaixo da macieira se sentaram
E avistaram depois disso, outras maçãs
E ali brincavam todas as manhãs.
30.11.2018
Rossana F. Refosco
8 de novembro de 2018
A galinha arrepiada
Era o quinto ovo da semana
Mas este parecia diferente
E a Galinha, dona Joana,
Foi ao mercado comprar um pente.
Um pente? Não entendi nada
Acontece que dona Joana
Acordou com a pá virada
Sentiu que seu pintinho
Seria uma galinha arrepiada
Este ovo está esquisito
Dona Joana assim falava
Com o pensamento aflito
A cabeça ela coçava
O ovo estranho foi se quebrando
E Dona Joana estava certa
Dedé, seu marido, ficou olhando
Nasce a galinha Perereca
Perereca era amarela
E seu corpo arrepiado
Dona Joana, a mãe dela
Penteava com cuidado
Quando foi à escola
Levada pelo pai dela
Conheceu uma amiga
O seu nome é Manuela
As penas de Manuela
Eram lindas e arrumadas
As da galinha Perereca
Eram muito arrepiadas
A amiga tentava ajudar
Só que às vezes não era legal
Perereca queria falar
Mas Manuela se achava a tal
Perereca, venha cá!
Vamos tentar dar um jeito
Puxo daqui e você de lá
Mas não faz nenhum efeito
Acontece que Perereca
Seu próprio estilo adorava
Quando ia à discoteca
O dia inteiro ela dançava
Perereca arrepiada
Frequentava qualquer lugar
Gostava tanto de piada
Quanto de conversar
Gostava de todo mundo
E todos dela gostavam
Recebia um carinho profundo
De todos que a admiravam
Algumas vezes Perereca
Parecia um carrapicho
Por causa disso, Pedro sapeca
Falou que ela era um lixo
No início ficou triste
Quando aquela frase ouviu
Então lembrou-se dos amigos
Olhou pra frente e sorriu
Porque ela se amava
E tinha muitos amigos
Com todos ela brincava
E era muito divertido
Como pode? Perguntaram
Pedro sapeca falar nem quis
Por que eu sou lindo e triste,
E Perereca é tão feliz?
[Daqueles inventados para o meu filho dormir.
Davi, 8 anos.]
Rossana F. Refosco
Mas este parecia diferente
E a Galinha, dona Joana,
Foi ao mercado comprar um pente.
Um pente? Não entendi nada
Acontece que dona Joana
Acordou com a pá virada
Sentiu que seu pintinho
Seria uma galinha arrepiada
Este ovo está esquisito
Dona Joana assim falava
Com o pensamento aflito
A cabeça ela coçava
O ovo estranho foi se quebrando
E Dona Joana estava certa
Dedé, seu marido, ficou olhando
Nasce a galinha Perereca
Perereca era amarela
E seu corpo arrepiado
Dona Joana, a mãe dela
Penteava com cuidado
Quando foi à escola
Levada pelo pai dela
Conheceu uma amiga
O seu nome é Manuela
As penas de Manuela
Eram lindas e arrumadas
As da galinha Perereca
Eram muito arrepiadas
A amiga tentava ajudar
Só que às vezes não era legal
Perereca queria falar
Mas Manuela se achava a tal
Perereca, venha cá!
Vamos tentar dar um jeito
Puxo daqui e você de lá
Mas não faz nenhum efeito
Acontece que Perereca
Seu próprio estilo adorava
Quando ia à discoteca
O dia inteiro ela dançava
Perereca arrepiada
Frequentava qualquer lugar
Gostava tanto de piada
Quanto de conversar
Gostava de todo mundo
E todos dela gostavam
Recebia um carinho profundo
De todos que a admiravam
Algumas vezes Perereca
Parecia um carrapicho
Por causa disso, Pedro sapeca
Falou que ela era um lixo
No início ficou triste
Quando aquela frase ouviu
Então lembrou-se dos amigos
Olhou pra frente e sorriu
Porque ela se amava
E tinha muitos amigos
Com todos ela brincava
E era muito divertido
Como pode? Perguntaram
Pedro sapeca falar nem quis
Por que eu sou lindo e triste,
E Perereca é tão feliz?
[Daqueles inventados para o meu filho dormir.
Davi, 8 anos.]
Rossana F. Refosco
3 de novembro de 2018
Soteriologia
Eu, a prostituta, fui flagrada
Debaixo dos lençóis
Os homens que procuravam me matar
Quiseram te testar
Porque era grave o meu pecado
Meu corpo atolado em lama estava
E os que cuspiam o meu rosto
A Ti me levaram
Você olhou pra mim
Seu amor me constrangeu
As pedras já nas mãos
Mas Você o perdão me deu
Foi assim que me salvou
João 8.1-11
Rossana F. Refosco
Debaixo dos lençóis
Os homens que procuravam me matar
Quiseram te testar
Porque era grave o meu pecado
Meu corpo atolado em lama estava
E os que cuspiam o meu rosto
A Ti me levaram
Você olhou pra mim
Seu amor me constrangeu
As pedras já nas mãos
Mas Você o perdão me deu
Foi assim que me salvou
João 8.1-11
Rossana F. Refosco
2 de novembro de 2018
Dia dos mortos
Dei pra chorar
E o canto da boca
Onde havia riso
Me fez molhar
E me inundou com pranto
O nosso verde é branco
A seringueira no mato
Restou o estardalhaço
Que soa como exagero
Um conto meio corriqueiro
Sob ameaça do hostil
O nosso oxigênio
O ouro deste milênio
Mataram meu Pau Brasil
Rossana F. Refosco
E o canto da boca
Onde havia riso
Me fez molhar
E me inundou com pranto
O nosso verde é branco
A seringueira no mato
Restou o estardalhaço
Que soa como exagero
Um conto meio corriqueiro
Sob ameaça do hostil
O nosso oxigênio
O ouro deste milênio
Mataram meu Pau Brasil
Rossana F. Refosco
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Num raio de sol
No sol, na manhã Areia do mar Me assentava esperando você Dourado o chão Toda luz em mim Entre o som das ondas A sua voz E no fechar dos o...
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“Bom é estarmos aqui!” É isso que dizem todos os que experimentam a presença de Deus. É agradável estar com Ele, ouvir Sua voz, Sua respost...
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